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França/ centrais nucleares

Invasões a centrais nucleares francesas abrem debate sobre segurança

Um homem consegiu passar duas horas dentro da usina nuclear de Civaux, sem ser percebido.
Um homem consegiu passar duas horas dentro da usina nuclear de Civaux, sem ser percebido. Wikipedia

Duas centrais nucleares francesas foram invadidas hoje, em ações que levantaram o debate sobre a segurança nestes locais. Na primeira, um militante do Greenpeace aterrissou de parapente na central de Burgey, e na segunda um conhecido exibicionista francês conseguiu entrar na central de Civaux.

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Nesta manhã, a bordo de um parapente, um militante da ONG ambientalista Greenpeace sobrevoou a central nuclear de Bugey, perto de Lyon (leste da França), e largou um sinalizador de fumaça em cima do reator nuclear. Em seguida, ele voou até numa área próxima e foi detido por policiais militares, junto com um colega que também participava da operação.

Uma porta-voz do Greenpeace declarou que o objetivo da ação foi chamar a atenção dos dois candidatos à eleição presidencial, François Hollande e Nicolas Sarkozy, que negam, na opinião da ONG, a vulnerabilidade do parque nuclear francês, o segundo maior do mundo com 58 reatores. De acordo com porta-voz do Greenpeace, o voo do ultraleve é a prova de que um pequeno avião poderia sobrevoar a usina.

A ONG revelou ainda ter realizado outro voo em novembro, na usina de Hague. Já Hervé Couasnon, famoso por ações ousadas na França, mas sem qualquer militância, entrou sem percalços na central de Civaux, onde passou duas horas, antes de ser detido. No interior das instalações, ele não conseguiu passar dos prédios administrativos e não se aproximou dos reatores, mas a sua presença foi suficiente para mobilizar um comboio de nove veículos policiais ao local.

Porém foi a ação do Greenpeace, filmada pela organização, que mais provocou polêmica, às vésperas do único debate presidencial das eleições na França, cujo segundo turno acontece no domingo. Após ser informado sobre o assunto, candidato socialista, François Hollande, afirmou que “confia na Autoridade de Segurança Nuclear para informar que medidas devem ser tomadas para prevenir qualquer ameaça às centrais”.

O ministério do Interior assegura que o parapente era monitorado “antes mesmo de sobrevoar a central”. Mas o Greenpeace garante que foi ele mesmo quem alertou as autoridades sobre a penetração do militante na zona proibida.

O diretor da central de Bugey, Alain Litaudon, comentou que a ação confirma que “o dispositivo de segurança é eficaz”, já que o homem foi detido oito minutos após o acionamento do alerta. O evento provocou o fechamento da central e a paralisação dos trabalhos até a metade da tarde.

A EDF, operadora da central de Bugey, e o ministério da Indústria declararam que "em momento nenhum" a central esteve sob ameaça de um acidente nuclear.
 

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