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Eleições / França

Direita deve encontrar um novo líder, diz Sarkozy

O presidente Nicolas Sarkozy, derrotado no segundo turno da eleição presidencial francesa, se reuniu nesta segunda-feira com os líderes da direita.
O presidente Nicolas Sarkozy, derrotado no segundo turno da eleição presidencial francesa, se reuniu nesta segunda-feira com os líderes da direita. REUTERS/Yves Herman

Durante uma reunião com seu comitê de campanha nesta segunda-feira, o presidente Nicolas Sarkozy, candidato derrotado ontem no segundo turno da eleição presidencial francesa, pediu novamente aos integrantes de seu partido, a UMP - União por um Movimento Popular - que permaneçam unidos, façam o máximo para vencer as eleições legislativas e depois encontrem "um novo líder". Segundo o jornal conservador Le Figaro, o presidente teria confirmado que abandona definitivamente a vida pública.

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Um dia após perder a eleição presidencial para o socialista François Hollande, Sarkozy reuniu no palácio do Eliseu os principais dirigentes da UMP e dos partidos aliados. O encontro incluiu o primeiro-ministro, François Fillon, e o secretário-geral da UMP, Jean-François Copé, apontados como os nomes mais cotados para substituir Sarkozy na liderança da direita, já de olho na eleição presidencial de 2017.

Um dos participantes disse à agência de notícias Reuters que Nicolas Sarkozy relembrou a campanha presidencial, agradeceu a todo mundo, falou sobre seu estado de espírito, sobre as próximas datas importantes do calendário político - a transferência de poder, as eleições legislativas - e sobre seu futuro.

O chefe de Estado também recomendou aos seus partidários que evitem batalhas internas durante a campanha para as eleições legislativas, o que alguns participantes interpretaram como uma crítica da ideia de Jean-François Copé de organizar diferentes correntes no interior da UMP.

Nicolas Sarkozy, que foi o 11° dirigente europeu a cair devido à crise econômica, também afirmou que a direita terá que encontrar um novo líder e confirmou sua intenção de manter distância e voltar a ser "um militante entre os militantes", mas garantiu que estará sempre disponível para seu amigos políticos.

Segundo o jornal conservador Le Figaro, que cita de forma anônima participantes da reunião, Sarkozy confirmou que abandona a vida pública: "Uma página foi virada para mim", teria dito o presidente. "Não serei candidato nas legislativas nem nas futuras eleições."

Um dos participantes indicou que após o dia 15 de maio, data da transferência do poder para o presidente eleito, Nicolas Sarkozy vai descansar perto de sua família antes de tomar decisões pessoais, que devem ser divulgadas somente após o final do verão europeu.

Ele vai presidir nesta terça-feira em Paris as cerimônias de comemoração da capitulação da Alemanha nazista, para as quais ele convidou François Hollande.

Na quarta-feira Nicolas Sarkozy terá seu último Conselho dos Ministros como presidente da França.

 

 

 

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