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França/ transgênicos

130 organizações francesas pedem fim de milho transgênico

Cultivo de milho trangênico.
Cultivo de milho trangênico. Flickr

Cerca de 130 organizações, entre elas a WWF, o Greenpeace e a Attac, pediram hoje às autoridades francesas suspenderem as autorizações de comercialização de milho transgênico NK603, apontado como cancerígeno em um recente estudo publicado por um cientista francês.

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Em um abaixo-assinado enviado ao primeiro-ministro, Jean-Marc Ayrault, e aos ministros da Pesquisa, Saúde, Agricultura e Meio Ambiente, as organizações se dizem “preocupadas” e pedem “a suspensão provisória das autorizações do milho NK603 e do pesticida Roundup”. A importação e o consumo deste milho transgênico, produzido pela Monsanto, são permitidos na Europa.

A suposta periculosidade do produto foi questionada pelo cientista Gilles-Eric Séralini, professor de biologia molecular da Universidade de Caen, e sua equipe. A pesquisa, publicada em 19 de setembro, mostrou que diversos tumores, do tamanho de bolas de ping-pong, se desenvolveram em camundongos alimentados somente por este milho.

Porém as condições de realização deste estudo foram contestadas por outros cientistas. Quarenta pesquisadores publicaram, nesta semana, um artigo na revista Marianne no qual denunciam um “golpe midiático” de Séralini e pedem o fim da “oposição ideológica” aos transgênicos. Eles criticaram a “pouca quantidade” de amostras, “que não permitem tirar conclusões estatísticas sérias”, além de não informar “precisões sobre a composição da comida dada aos camundongos”.

A produção de alimentos geneticamente modificados é proibida na França e muito limitada no restante da Europa, mas os países da União Europeia importam diversos cereais transgênicos, sobretudo para a alimentação animal. Também é permitido o uso de certos produtos como ingredientes ou aditivos.

Nesta semana, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos vai publicar uma primeira análise sobre a pesquisa do cientista francês.

 

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