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França/ esquerda

Cesare Battisti não era protegido por François Mitterrand, diz livro

Em 8 junho de 2011, a Justiça brasileira autorizou Cesare Battisti a permanecer no país.
Em 8 junho de 2011, a Justiça brasileira autorizou Cesare Battisti a permanecer no país. AFP/Evaristo SA

Um livro publicado em Paris afirma que o ex-militante de extrema esquerda italiano Cesare Battisti não fazia parte da chamada “doutrina Mitterrand”, através da qual o ex-presidente francês socialista François Mitterrand havia se comprometido a não extraditar ativistas procurados pela Itália. A revelação aparece na obra do jornalista Karl Laske.

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Cesare Battisti morou na França durante 14 anos, de 1990 a 2004. Ele era um dos líderes do movimento “Proletários Armados para o Comunismo” e foi condenado à revelia, em 1993, à prisão perpétua por diversos homicídios realizados na Itália. Até hoje, pensava-se que Battisti – que sempre alegou inocência e hoje mora no Brasil – havia sido protegido pelo ex-líder francês.

“Cesare Battisti foi excluído da doutrina Mitterrand. Isso está claro em uma nota de síntese de cinco páginas, escrita à máquina e assinada pelo diretor-adjunto gabinete do ministro da Justiça, Régis de Gouttes, em 26 de abril de 1983”, diz o jornalista investigativo, em seu livro “La mémoire du plomb”, publicado pela editora Stock.

A nota ministerial, intitulada “pedido de regularização de diversos italianos”, era endereçada ao ministro do Interior da época, Gaston Defferre, que recebeu uma “lista de 53 pessoas” pedindo vistos na França, através de advogados.

O ex-ativista, cujo nome aparecia em uma relação de “pessoas procuradas na França para prisão” foi “excluído” do procedimento de regularização, de acordo com o documento citado na obra. O italiano, que recebeu asilo político no Brasil, onde vive desde 2004, era alvo de quatro mandados de prisão na França.

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