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Direitos LGBT

Franceses saem às ruas em defesa do casamento gay

"Meu filho é gay e isso não é triste", diz cartaz de militante em Nantes
"Meu filho é gay e isso não é triste", diz cartaz de militante em Nantes REUTERS/Stephane Mahe

Milhares de defensores do projeto de lei que permite o casamento e adoção a casais homossexuais na França saíram às ruas neste sábado em 12 cidades francesas, no sul da França. De acordo com os organizadores da manifestação, cerca de 7 mil pessoas participaram do movimento em Marselha; a polícia contabilizou pouco menos de 2 mil. Em Nantes e Lyon, foram mais de 4 mil militantes. A ideia é fazer uma espécie de concentração nas províncias para a "Grande Manifestação pela Igualdade", prevista para acontecer na tarde deste domingo, em Paris.

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"Estamos aqui para responder aos opositores e relembrar ao governo a plataforma de campanha de François Hollande", explicou Gilles Dumoulin, presidente da associação LGP (Parada Lésbica e Gay) de Marselha. De acordo com ele, o texto deveria conter também a questão da inseminação artificial, que o governo prefere postergar para um próximo projeto de lei. "(O projeto como está) já é um avanço significativo, mas é preciso que ele passe", afirmou.

O cortejo, composto de famílias e muitos jovens, tanto homo quanto heterossexuais, caminhou até a sede da prefeitura, portando bandeiras com as cores do arco-íris e slogans bem-humorados. "Rezem por nós que a gente transa por vocês", dizia um cartaz. "Você me perguntou o que eu achava do seu casamento?", indagava outro. Senso de humor à parte, a demanda do movimento é séria: direitos iguais para todos.

Além de Marselha, Nantes e Lyon, Angers, Brest, Lille, Lorient, Lyon, Montpellier, Orleans, Grenoble e Clermont-Ferrand tiveram passeatas. Participaram também das marchas diversos políticos eleitos por partidos de esquerda, como o Socialista (do presidente François Hollande), a Frente de Esquerda e o Verde.

A ideia é mostrar que o grupo favorável ao projeto de lei é tão grande quanto o contrário. Em novembro, mais de 100 mil pessoas saíram às ruas em diversas cidades do país para protestar contra o casamento homossexual. No dia 13 de janeiro, os opositores devem sair às ruas novamente.

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