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França/Casamento gay

Oposição francesa denuncia regularização de crianças nascidas de barriga de aluguel

Em Nantes, lésbicas pedem regularização do casamento gay em manifestação.
Em Nantes, lésbicas pedem regularização do casamento gay em manifestação. REUTERS/Stephane Mahe

Os socialistas acusam a oposição de direita francesa de estar sendo desonesta e de tentar confundir a população ao misturar o debate sobre o casamento gay, cujo projeto de lei tramita atualmente na Assembleia, com um decreto do Ministério da Justiça que regularizou há 15 dias a cidadania de crianças nascidas no exterior de pai francês e mãe de aluguel.

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Para os parlamentares de direita, essa circular demonstra a contradição do governo socialista, que afirma que não vai autorizar a procriação por meio de barrigas de aluguel na França, nem por qualquer outro método de reprodução assistida para os casais de homossexuais, mas reconhece crianças nascidas por esses métodos no exterior.

A ambiguidade do governo socialista no debate atual é proposital. Para aprovar o casamento gay, promessa de campanha de François Hollande, o Executivo manteve no projeto de lei em tramitação na Assembleia a possibilidade de adoção por casais de homossexuais, mas retirou do texto os artigos referentes à reprodução assistida. A ideia dos socialistas é garantir os direitos das famílias de homossexuais em duas etapas. Numa primeira fase, o casamento gay; a reprodução assistida virá mais tarde, por meio de decreto.

Em política, ganhar tempo faz parte do jogo. Mesmo com os protestos da direita, a ministra da Saúde, Marisol Touraine, reafirmou hoje que o governo socialista é contrário à gestação por barriga de aluguel, que representa, segundo a ministra, uma mercantilização do corpo.

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