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França/ arte

Mulher danifica famoso quadro de Delacroix em museu francês

Vincent Pomarède em frente ao quadro "A Liberdade Guiando o Povo", no dia da abertura do Louvre-Lens, em 4 de dezembro.
Vincent Pomarède em frente ao quadro "A Liberdade Guiando o Povo", no dia da abertura do Louvre-Lens, em 4 de dezembro. Siegfried Forster / RFI

O famoso quadro "A Liberdade Guiando o Povo", de Eugène Delacroix, foi danificado por uma visitante do museu Louvre-Lens, no norte da França. Ela desenhou uma misteriosa inscrição "AE911" na tela com uma caneta de feltro.

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Os investigadores procuram esclarecer as motivações que levaram a mulher, de 28 anos, a cometer o ato do vandalismo. A visitante foi imediatamente presa e colocado sob custódia.

O incidente ocorreu na noite de quinta-feira, pouco antes do fechamento do Louvre-Lens, uma filial recentemente inaugurada do prestigiado museu de Paris. Apesar do susto, a inscrição em caneta preta de 30 centímetros de comprimento e seis centímetros, na parte inferior da imensa pintura, não parece pôr em perigo a obra-prima de Delacroix, de acordo com as primeiras constatações do museu.

Logo após a primeira análise, o museu declarou que aparentemente o que foi "marcado pode ser facilmente removido”. Nós conseguiremos reverter o dano", indicou à imprensa o diretor do Louvre-Lens, Xavier Dectot.

"Será que ela agiu sob a influência de algum delírio ou por alguma reivindicação?", questionou o promotor de Bethune, Philippe Peyroux, sobre a mulher, até então desconhecida pela justiça francesa . "Cabe descobrir qual o significado que esta inscrição pode ter para ela", ressaltou o procurador.

A inscrição AE911 refere-se a um site na internet onde estão publicados teorias de conspiração sobre os atentados de 11 de Setembro, e conta com uma petição "exigindo do Congresso americano uma investigação verdadeiramente independente" sobre os ataques. "Não é o ato de uma pessoa equilibrada", disse o procurador, acrescentando ter pedido que a mulher seja examinada por um psiquiatra.

Verniz evitou estragos na obra

Segundo o diretor do departamento de pintura do Louvre, Vincent Pomarède, que viajou esta manhã para examinar o quadro, "o verniz aplicado na tela desempenhou o seu papel". “Podemos fazer uma intervenção sem retirar a obra" da parede onde esta exposta, acrescentou. Devido ao incidente, a galeria foi fechada para visitações esta sexta-feira.

A obra-prima de Delacroix, emprestada pelo Museu do Louvre de Paris, estava, em princípio, protegida por uma barreira de distanciamento. Pintada em 1930, "A Liberdade Guiando o Povo" foi inspirada pelos revolucionários dos dias 27, 28 e 29 de julho de 1830, os "Três Dias Gloriosos". A obra, que mostra uma mulher com o busto descoberto, brandindo uma bandeira nas cores da França e liderando o povo sobre corpos no chão, comemora a revolução francesa de 1830.

A segurança será reforçada após este incidente, indicou Dectot. O Louvre-Lens já recebeu mais de 205 mil visitantes desde a sua abertura, em dezembro.

Outros incidentes deste tipo já afetaram museus ilustres, como em Paris, onde a Mona Lisa de Leonardo da Vinci foi alvo de um jato de chá em 2009, ato que não provocou estragos na obra.

 

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