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França/Carnaval

Foliões enfrentam frio e vento no carnaval de Dunquerque

A cinco dias da abertura do carnaval de Nice, os blocos ensaiam o desfile de carros alegóricos que passa pelo centro da cidade.
A cinco dias da abertura do carnaval de Nice, os blocos ensaiam o desfile de carros alegóricos que passa pelo centro da cidade. REUTERS

Apesar do frio e do vento, milhares de pessoas saíram nas ruas de Dunquerque (norte), neste domingo, para participar dos três últimos dias do tradicional carnaval da cidade, que vai até a próxima terça-feira. Ao meio dia, os termômetros marcavam zero grau, mas nem o frio polar espantou foliões de diversas nacionalidades. Chineses formavam cordões animados, já que este ano o carnaval de Dunquerque coincide com a chegada do Ano Novo no calendário chinês. 

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O carnaval de Dunquerque e o de Nice, no sul, que começa no próximo dia 15 e vai até 6 de março, são os mais animados da França. Enquanto no sul os carros alegóricos super produzidos são o ponto alto da festa, na cidade do norte da França os foliões desfilam em blocos, fantasiados com plumas, chapéus, perucas e guarda-chuva. Os homens têm o costume de sair na rua vestidos de mulher.

Os foliões de Dunquerque estão acostumados com o frio característico dessa época do ano. Mas hoje eles foram surpreendidos com um alerta de neve em 41 departamentos franceses, inclusive no norte. Nem assim desanimaram.

Mortimer, 34 anos, disse à reportagem da AFP que lamenta que a população da cidade não seja sensibilizada o suficiente para fazer uma festa ainda maior. Mortimer desfila desde pequeno. "No começo, a gente participa para fazer bagunça, depois para beber e só mais tarde descobre o aspecto cultural e cerimonial da festa", conta o folião. Seus bares preferidos nessa época? "L'Européen e Poisson Rouge", para "beber cerveja e se esquentar com uma sopa de cebola". 

Após 19 anos de carnaval, Pierre, 50 anos, desfilou este ano com chapéu florido de feutro amarelo e elásticos pretos, tudo feito à mão. O mais importante para o francês e seu amigo Philippe, ambos de Dunkerque, é "o respeito". "Das coisas e das pessoas; a partir daí a gente pode cair na farra".

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