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França/Carne de cavalo

Ministros franceses receberão sindicatos da empresa do escândalo da carne de cavalo

Fachada da empresa agroalimentar Spanghero, acusada de substituir carne de boi por carne de cavalo em pratos congelados.
Fachada da empresa agroalimentar Spanghero, acusada de substituir carne de boi por carne de cavalo em pratos congelados. Reuters/Jean-Philippe Arles

O governo francês tenta administrar as consequências sociais do escândalo da carne de cavalo que se espalhou pela Europa. Nesta segunda-feira, três ministros recebem os sindicatos da empresa Spanghero, centro do escândalo, que forneceu carne de cavalo para os congelados Findus como se fosse carne de boi. A carne foi utilizada em mais de 4,5 milhões de pratos vendidos em 13 países europeus.

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Os representantes dos 300 empregados da empresa agroalimentar Spanghero ficaram satisfeitos ao saber que o ministro da Agricultura, Stéphane Le Fol, o ministro do Consumo, Benoît Hamon, e o ministro do Agroalimentar, Guillaume Garot, querem fazer um balanço da sua situação e preparar as condições para a retomada das atividades do seu empregador, acusado de fraude.

A empresa Spanghero, sediada em Castelnaudary, no sudoeste da França, que estoca, transforma a carne e prepara os pratos congelados, teve sua licença sanitária retirada na quinta-feira passada e seus funcionários estão em desemprego parcial. O prefeito da região anunciou que os trabalhadores devem receber 60% de seus salários durante a suspensão das atividades.

O líder do sindicato CFDT da Spanghero declarou que os empregados pedirão aos ministros que restabeleçam o alvará sanitário para os pratos prontos e os frios que não contêm carne de boi e que façam controle diários para provar que não há fraudes nesses produtos.

Apesar da empresa negar, o governo francês afirma que decidiu intervir devido a existência evidente de uma fraude econômica do consumidor em nível europeu.

Os 27 estados membros da União Europeia decidiram fazer cerca de 2.250 testes de ADN em produtos alimentares vendidos ao público. A polícia europeia, Europol, está encarregada das investigações ligadas ao caso.

 

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