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França/Aposentadoria

França vai aumentar taxa de contribuição e tempo de serviço para aposentadoria

O premiê francês Jean-Marc Ayrault.
O premiê francês Jean-Marc Ayrault. REUTERS/Gonzalo Fuentes

Trabalhadores e empresas franceses vão ter que pagar mais para financiar deficitário sistema da aposentadoria do país. A decisão foi anunciada na noite de terça-feira, 27 de agosto de 2013, pelo primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault. O tempo de contribuição também será ampliado. A decisão não agrada nem os sindicatos patronais, nem a maioria das centrais sindicais do país.

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Já a partir do ano que vem, trabalhadores e empregadores vão pagar 0,15% a mais em contribuições para o fundo geral de aposentadoria. Até 2017, essa alta será de 0,3. Novidade, os atuais aposentados também vão começar a contribuir.

O segundo ponto central da reforma é o tempo de contribuição que irá aumentar progressivamente até 2035, para atingir 43 anos. Atualmente, um trabalhador francês tem o direito a aposentadoria integral após 41 anos e meio de serviço. A idade mínima para a aposentadoria não foi modificada e continua de 62 anos. Para as atividades consideradas de risco, o governo decidiu criar uma conta individual, financiada pelas empresas, para a acumulação de pontos que poderão ser usados para uma aposentadoria especial.

O governo afirma que reforma vai gerar quatro bilhões de euros até 2020. Um montante insuficiente dizem os primeiros críticos, afirmando que esse valor equivale a apenas um terço do déficit de previdência social. Além disso, o principal sindicato patronal francês, Medef, acusa as medidas de encarecer ainda mais o custo da mão-de-obra na França e prejudicar a competitividade do país. Os trabalhadores também estão decepcionados. Duas grandes centrais sindicais convocam para o dia 10 de setembro uma grande manifestação de protesto.

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