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Eleição/França

Vitória da extrema-direita em eleição local na França gera mal-estar

O candidato da Frente Nacional  Laurent Lopez venceu a eleição local em Brignoles, sul da França.
O candidato da Frente Nacional Laurent Lopez venceu a eleição local em Brignoles, sul da França. REUTERS/Jean-Paul Pelissier

A Frente Nacional venceu ontem a eleição local de Brignoles, sul da França. A vitória com 53,9% dos votos causou mal-estar no governo e na oposição que trocam, hoje, acusações pelo crescimento da popularidade do partido de extrema-direita.

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O premiê francês socialista Jean-Marc Ayrault acusou nesta segunda-feira o UMP, principal partido da oposição, de ser o responsável pela vitória da Frente Nacional neste domingo. A eleição ocorreu em uma cidade de 17 mil habitantes. O governo insiste que “Brignoles não é a França”, mas, para muitos, o pleito foi um teste para as próximas eleições municipais de março.

Para tentar evitar a vitória da extrema-direita, socialistas e UMP, tradicionais adversários políticos, formaram a chamada “frente republicana” para apoiar a candidata do UMP Catherine Delzers.  Mas, para o governo, faltou empenho da oposição. "A responsabilidade dos dirigentes do UMP é extremamente importante. Eles nem mexeram o dedo para apoiar a candidata. Logo, não podem se dizer surpresos que parte do eleitorado deles se volte para esse partido [a Frente Nacional]”, alfinetou o premiê francês.

Ontem, o candidato da Frente Nacional, Laurent Lopez, venceu o segundo turno com 53,9% dos votos contra a candidata do UMP que ficou com 46,1%. No primeiro turno, o Partido Socialista apoiou um representante comunista.

Já o presidente do UMP, Jean-François Cope, acusou o governo. “Brignoles representa uma sanção contra uma gestão desastrosa em nível local e catastrófica em nível nacional”, criticou. Localizada perto de Marselha, a cidade tem sofrido fortemente com a crise econômica e tem uma presença importante de habitantes estrangeiros. O controle da imigração é uma das principais da Frente Nacional. O partido atribui ao excesso de imigrantes parte da culpa pelas elevadas taxas de desemprego na região.

Para o sindicalista Laurent Berger, da central CFDT, essa vitória é um  "alerta". “Em entrevista ao site do jornal Les Echos, ele afirmou :  "A Frente Nacional cresce apoiada nos medos e na desconfiança". Na avaliação de Berger, é preciso  “dar resultados concretos para os trabalhadores e para os cidadãos” que se preocupam com o futuro econômico da França.

A líder da Frente Nacional, Marine Le Pen,  comemorou o resultado. "Essa é uma guinada e mostra a vontade de mudança dos franceses", declarou. 

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