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França/ poluição

Pico de poluição "apaga" torre Eiffel da paisagem de Paris

Paris vive pico de poluição desde segunda-feira, 10 de março.
Paris vive pico de poluição desde segunda-feira, 10 de março. videos.tf1.fr

O calor incomum para o mês de março no centro e no norte da França, inclusive na capital, provoca um pico de poluição por partículas finas que alterou a paisagem de Paris nesta quarta-feira (12). A torre Eiffel, um dos principais pontos turísticos da cidade, chega a parecer apagada do horizonte parisiense.

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Os centros regionais de monitoramento da qualidade do ar despertaram o alerta máximo para a poluição por partículas com diâmetro inferior a 10 mícrons. O fenômeno é potencializado por uma inversão de temperaturas que ocorre nos últimos dias nessas regiões, com noites frias seguidas por dias com temperaturas acima da média. O país está a duas semanas da primavera.

Em um clima normal, a temperatura do ar diminui com a altitude, permitindo uma dispersão vertical dos poluentes. Porém, com a variação alta de temperaturas, o solo se esfria intensamente durante a noite, no inverno, enquanto que de dia podem se formar camadas de ar quentes em altitude, deixando os poluentes “presos” sobre as cidades.

A expectativa é de que a situação comece a melhorar somente na sexta-feira, quando as temperaturas devem cair a índices mais próximos do normal para a estação. Na região de Ile-de-France, onde se encontra a capital, o pico se iniciou ontem e deve se prolongar até amanhã.

Riscos para a saúde

O nível de alerta máximo pressupõe uma concentração de partículas superior a 80 microgramas de partícula por metro cúbico de ar. Nestas condições, as autoridades incitam à diminuição da velocidade dos veículos em trânsito e à proibição do uso de lareiras. Também recomendam à população que evite fazer atividades físicas ou esportivas intensas ao ar livre e limite a circulação de crianças menores de 6 anos nas ruas.

A poluição por partículas finas é comum no inverno, devido ao aumento das emissões pelo aquecimento das casas. Muitas residências ainda utilizam lareiras e milhares de aparelhos são abastecidos com óleo combustível, uma poluição que se soma à emitida pela indústria e os transportes. As partículas podem provocar asma, alergias e outras doenças cardiorespiratórias. As mais finas entre elas, com menos de 2,5 mícrons de diâmetro, penetram nas ramificações mais profundas e delicadas das vias respiratórias e sanguíneas, e foram classificadas como cancerígenas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
 

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