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França/ eleições

Eleições municipais na França são primeiro teste para Hollande

Eleitores comparecem às urnas em Lyon, no primeiro turno para a escolha dos prefeitos em todo o país.
Eleitores comparecem às urnas em Lyon, no primeiro turno para a escolha dos prefeitos em todo o país. REUTERS/Robert Pratta

Cerca de 45 milhões de franceses vão às urnas neste domingo (23), para o primeiro turno das eleições municipais em mais de 36,7 mil localidades em todo o país. Os conselheiros municipais e prefeitos eleitos ou reeleitos terão um mandato de seis anos. A votação, que deve ser marcada por uma forte abstenção, é o primeiro teste nas urnas para o presidente socialista François Hollande, eleito em maio de 2012.

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Ao meio-dia, o índice de participação era de 23,16%, quase idêntico ao das últimas eleições municipais no mesmo horário (23%). Em 2008, foi registrada a maior abstenção desde 1959 no país, de 33,5%. Os institutos de pesquisa antecipam um índice de 40% para este ano, em razão da desmotivação dos franceses pela crise econômica e com os políticos em geral.

O clima negativo se intensificou nas últimas semanas, após uma sucessão de escândalos políticos na França: suspeita de superfaturamento de contas pelo secretário-geral do UMP - o maior partido da oposição -, publicação de escutas realizadas por um dos principais conselheiros do ex-presidente Nicolas Sarkozy durante o mandato do conservador, e divulgação de escutas judiciais de conversas de Sarkozy nas quais a independência da Justiça francesa é questionada. Ao mesmo tempo, o presidente François Hollande amarga recordes de impopularidade e tem dificuldades em cumprir as promessas de viabilizar a retomada do crescimento econômico e reduzir o desemprego.

Alternância de poder

Historicamente, essa votação costuma ser desfavorável para o partido no poder na presidência: em 2008, quando Sarkozy ocupava o palácio do Eliseu, a esquerda tomou da direita cerca de 40 cidades com mais de 30 mil habitantes. Neste ano, duas delas, Toulouse e Estrasburgo, podem voltar para o comando dos conservadores, assim como Reims, Angers e Amiens.

As atenções também estarão voltadas para Paris. Depois de 13 anos no poder, o prefeito socialista Bertrand Delanoë deixará o cargo para uma mulher: a sucessora Anne Hidalgo e a opositora Nathalie Kosciusko-Morizet disputam o pleito na capital. Ambas já votaram nesta manhã.

Apesar do contexto desfavorável, as pesquisas também indicam que a maioria dos eleitores vota nas eleições municipais motivada pelas questões locais, como impostos, segurança, limpeza e infraestrutura das cidades. As urnas se abriram às 8h (4h em Brasília), e fecham no máximo até as 20h (16h em Brasília), de acordo com o tamanho da cidade ou vilarejo.

Extrema-direita

Além da fraca participação e do teste para Hollande, a performance da extrema-direita é uma das principais incógnitas desta eleição. O partido Frente Nacional concorre em 597 listas e espera eleger 1.000 conselheiros municipais e entre 10 a 15 prefeitos, como em Hénin-Beaumont, Saint-Gilles e Fréjus.

Neste ano, pela terceira vez desde 2001, os habitantes estrangeiros membros da União Europeia participam das eleições municipais na França - são cerca de 280 mil não-franceses inscritos na votação. O segundo turno do pleito acontece em 30 de março.

 

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