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França/Ebola

França tem primeiro caso suspeito de contágio do ebola em seu território

Fachada do hospital militar Bégin, em Saint-Mandé, na região leste de Paris.
Fachada do hospital militar Bégin, em Saint-Mandé, na região leste de Paris. Reuters/路透社

Uma enfermeira francesa que teve contato com a voluntária da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) contaminada pelo ebola na Libéria foi hospitalizada nesta quinta-feira (16), na região parisiense, com uma febre "suspeita". Se for confirmado que ela está com a febre hemorrágica, será o primeiro caso de transmissão da doença no território francês. 

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A enfermeira apresenta febre persistente superior a 38 graus. Ela foi transportada no início da tarde, pelo horário local, da caserna militar onde mora, em Puteaux (região parisiense), para o hospital militar Bégin, onde a voluntária da MSF esteve internada. Identificada pela imprensa apenas como Lucie, a enfermeira da MSF foi tratada com remédios experimentais e deixou o hospital curada, no dia 4 de outubro.

Duas fontes anônimas relataram à agência de notícias AFP que a enfermeira com suspeita de ebola faz parte da equipe médica do hospital Bégin. A informação foi confirmada por vizinhos que assistiram à chegada dos bombeiros para levá-la ao hospital. O aparato de segurança chamou a atenção dos moradores de Puteaux: foram nove carros do resgate e 24 bombeiros, todos vestindo macacão, óculos, máscaras e luvas de proteção. Eles também estenderam uma tenda branca para isolar a passagem da maca. 

Centro de referência

A Direção-Geral da Saúde não quis comentar o caso. Um funcionário do órgão declarou à AFP que se um caso de ebola for confirmado na França, a comunicação oficial será feita pelo Ministério da Saúde, conforme prometeu a ministra Marisol Touraine. 

Em entrevista à rádio RTL, a ministra da Saúde disse que não faria qualquer comentário sobre o caso suspeito para "não alimentar a preocupação e a ansiedade" dos franceses. Ela acrescentou que não tinha elementos "para comunicar sobre as análises que podem ser feitas em alguns casos". 

O hospital Bégin é um dos 12 estabelecimentos de referência para cuidar de pacientes com ebola na França. No início de setembro, a ministra da Saúde declarou que o hospital era um "santuário" para o repatriamento de casos graves da doença ou de casos suspeitos "altamente prováveis". 

Se for confirmado que a enfermeira se contaminou tratando da colega do MSF, será uma repetição dos casos ocorridos nos últimos dias na Espanha e nos Estados Unidos, os primeiros países a propagar o vírus fora da África.

Caso similar na Espanha

As autoridades espanholas confirmaram hoje que uma das pessoas que estava em quarentena, do círculo da enfermeira infectada pelo ebola, apresenta febre e seria hospitalizada para exames.

A Air France anunciou, por sua vez, que um passageiro apresentando tremores foi submetido a controle médico hoje, logo após a aterissagem do avião em Madrid. A medida segue as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para evitar a propagação do ebola. 

Controle no aeroporto Charles de Gaulle

A França vai começar a medir a temperatura dos passageiros vindos de Conacri, capital da Guiné, no próximo sábado. Os controles, no aeroporto Charles de Gaulle (região parisiense), serão efetuados na passarela do avião por equipes da Cruz Vermelha. A Air France possui um voo diário vindo da Guiné, um dos países mais afetados pela epidemia do ebola ao lado da Libéria e Serra Leoa.

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