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França/Saúde

Franceses descobrem teste para diagnosticar câncer precoce de pulmão

Imagem de raio-X mostra nódulo de câncer no pulmão.
Imagem de raio-X mostra nódulo de câncer no pulmão. Wikipedia

Uma equipe de médicos de Nice (sul) anunciou neste sábado (1) ter desenvolvido um teste capaz de detectar o câncer de pulmão no estágio inicial da doença, muito antes de o tumor ser visível nos exames de raio-X e tomografia. O dignóstico é feito por meio de exame de sangue e foi apresentado pelos franceses como uma descoberta pioneira em escala mundial.

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Segundo a equipe do professor Paul Hofman, do Hospital Universitário de Nice e do centro de pesquisas do Inserm da Universidade Nice Sophia-Antipolis, a descoberta é especialmente importante no caso de tumores invasivos do pulmão. O estudo foi publicado na revista científica americana Plos One.

Hofman explicou que desde 2008 a técnica do exame de sangue já era utilizada em pacientes com câncer de pulmão declarado. Foi quando a equipe de Nice decidiu aplicar a análise em pacientes de risco, ainda sem sinal da doença.

A pesquisa reuniu 168 pessoas portadoras de broncopatia crônica obstrutiva. Em 3% da amostra, a análise do sangue desses pacientes mostrou a presença de células tumorais em circulação, consideradas células de sentinela e alerta. Nos meses seguintes, nódulos apareceram em cinco pacientes, relata o médico, "confirmando a 100% a sensibilidade do teste". Esse pacientes foram operados em um estágio muito precoce do câncer de pulmão e são considerados, hoje, curados, de acordo com o professor.

O diagnóstico precoce do câncer de pulmão é crucial para aumentar as chances de sobrevivência dos doentes. O tumor de pulmão é um dos mais letais. Apenas 15% dos pacientes operados sobrevivem e em média cinco anos. Na maior parte dos casos, quando o câncer é descoberto em um raio-X, o tratamento é pesado e as chances de sobrevivência pequenas.

Para validar o estudo-piloto, os pesquisadores franceses vão aumentar a amostra para 800 pessoas consideradas de risco. A equipe do professor Hofman também está à procura de 1 milhão de euros para continuar os trabalhos. Hofman acredita que irá começar a nova fase da pesquisa no ano que vem, para terminá-la em 2019 e validar o teste diagnóstico em 2020.

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