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Indonésia

François Hollande tenta evitar a execução de francês na Indonésia

Serge Atlaoui está no corredor da morte na Indonésia
Serge Atlaoui está no corredor da morte na Indonésia REUTERS/Beawiharta

O governo da França está fazendo todos os esforços possíveis para evitar a execução do francês Serge Atlaoui, condenado à morte por tráfico de drogas na Indonésia. O ministro das Relações Exteriores, Laurent Fabius, teve uma conversa telefônica na manhã da quarta-feira (11) com o seu colega indonésio, Retno Marsudi, pedindo a suspensão da pena. 

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O chanceler francês tinha uma viagem marcada ao país asiático esta semana, mas teve que cancelá-la devido à reunião emergencial para discutir a crise da Ucrânia em Minsk (Belarus). Um porta-voz do ministério informou ainda que o presidente François Hollande escreveu uma carta para o mandatário da Indonésia, Joko Widodo, com o mesmo pedido.

Serge Atlaoui, 51 anos, foi preso em 2005 em um laboratório clandestino de produção de ecstasy, em Tangerang, na periferia de Jacarta. Ele foi condenado em 2007 à pena de morte por tráfico de drogas. Preso há 10 anos, ele sempre negou a sua participação, dizendo que apenas instalava máquinas industriais e que achava que se tratava de uma fábrica de acrílico.

Um pedido de clemência foi recentemente rejeitado pelo presidente indonésio. Os advogados de Atloui entraram na terça-feira (10) com um pedido de revisão do processo no tribunal de Tangerang. "Esperamos sinceramente que a Justiça indonésia aceite revisar o caso, porque temos certeza de que ela verá que Serge não realizou tráfico de drogas", afirmou o advogado Richard Sedillot.

Brasileiro no corredor da morte

O brasileiro Rodrigo Muxfeldt Gularte, do Paraná, também está no corredor da morte na Indonésia, condenado à pena capital por venda de cocaína. Além dele, dezenas de indonésios e de estrangeiros aguardam execução por tráfico de drogas.

No último dia 18 de janeiro, outro brasileiro, Marco Archer Cardoso Moreira, foi fuzilado no país asiático, condenado pelo mesmo crime. Os dois pedidos de clemência a que tinha direito foram negados pelo presidente da Indonésia. O apelo da presidente Dilma Rousseff também não foi atendido. Foi a primeira vez que um brasileiro condenado à morte foi executado no exterior.

A presidente Dilma reagiu à execução declarando estar "consternada e indignada". Dois dias antes do fuzilamento, ela telefonou para Joko Widodo para pedir que ele poupasse o brasileiro, mas a resposta foi "não". O Brasil chegou a recorrer ao Papa Francisco, pedindo que ele intercedesse a favor do condenado.

Marco Archer foi preso em 2003, quando tentou entrar na Indonésia com 13,4 kg de cocaína escondidos em tubos de sua asa delta. Um ano depois, foi julgado e condenado à morte, tendo passado mais de 10 anos à espera do cumprimento da sentença.
 

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