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Antissemitismo/França

França identifica 3 suspeitos de atentado antissemita de 1982

Palco do atentado foi o restaurante Jo Rosenberg na rue des Rosiers, no bairro judeu de Paris, em 9 de agosto de 1982.
Palco do atentado foi o restaurante Jo Rosenberg na rue des Rosiers, no bairro judeu de Paris, em 9 de agosto de 1982. AFP PHOTO / JACQUES DEMARTHON

Trinta e dois anos após o pior atentado antissemita em Paris desde a Segunda Guerra Mundial, a justiça francesa identificou três suspeitos do ataque que deixou 6 mortos e 22 feridos no bairro judeu de Paris. Mandados de busca internacionais foram emitidos, já que dois dos supostos responsáveis pelo crime viveriam no Oriente Médio e o terceiro na Noruega. A decisão foi elogiada pela comunidade judaica.

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Dois meses após o ataque contra um supermercado kosher na periferia da capital, a justiça francesa anunciou ter identificado três suspeitos do atentado de 9 de agosto de 1982, no Marais, bairro judeu da capital francesa. As investigações não evoluíram depois de muito tempo, mesmo após a descoberta de uma das armas do crime no parque Bois de Boulogne, na periferia da capital francesa.

Mahmoud Khader Abed Adra, conhecido como "Hicham Harb", de 59 anos, vive hoje em Ramallah, na Cisjordânia. Walid Abdulrahman Abou Zayed ou "Souhail Othman", de 56 anos, obteve a nacionalidade norueguesa e vive em Oslo. O terceiro suspeito é Souhair Mouhamad Hassan Khalid al-Abassi também chamado de "Amjar Atta", de 62 anos, que mora na Jordânia e teria sido o coordenador do ataque.

A extradição de Hicham Harb e Amjar Atta seria dificultada pela proteção que a Cisjordânia e a Jordânia oferecem a seus cidadãos. Já Souhail Othman poderia ter sua nacionalidade revogada pela Noruega e, assim, ter sua transferência para Paris facilitada. Outra dificuldade seria a prescrição de crimes terrorista na França depois de 30 anos.

Os três supostos responsáveis pertenceriam ao grupo Abou Nidal, movimento dissidente da Organização pela Libertação da Palestina (OLP). Eles foram identificados com base em informações colhidas ao longo dos 32 anos de investigações, sobretudo com depoimentos anônimos.

Mensagem aos terroristas

A Liga Internacional Contra o Racismo e o Antissemitismo (Licra) saudou a decisão da justiça francesa. "Esta é uma mensagem extremamente forte lançada a todos os terroristas, a todos esses assassinos, que mostra que, mais de trinta anos depois, nós faremos de tudo para prendê-los e julgá-los", declarou o presidente da organização, Alain Jakubowicz.

Seis mortos e 22 feridos

Em 9 de agosto de 1982, um grupo formado por três a cinco homens lançou uma granada dentro do célebre restaurante Jo Rosenberg, na rue des Rosiers, local que era frequentado especialmente por judeus. Depois da explosão, dois deles entraram no estabelecimento e abriram fogo contra os clientes.

Cerca de 50 pessoas estavam no restaurante no momento do ataque, que durou três minutos. Depois do atentado, os homens fugiram a pé pelas ruas do Marais.
 

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