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França/ eleições

Direita vence eleições departamentais na França; socialistas ficam em 3º

Após o encerramento do horário de votação, urnas são abertas em Nice, no sul da França.
Após o encerramento do horário de votação, urnas são abertas em Nice, no sul da França. REUTERS/Eric Gaillard

A direita foi a vencedora do primeiro turno das eleições departamentais francesas, ocorrido neste domingo (22). Segundo dados ainda provisórios, o partido conservador UMP, do ex-presidente Nicolas Sarkozy, foi o vencedor do pleito ao lado de seus aliados, com entre 29,7% e 32,5% dos votos. A extrema-direita pode ter obtido a maior votação da sua história.

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Segundo a apuração das urnas na noite deste domingo, a Frente Nacional, da líder Marine Le Pen, ficou em segundo lugar, com entre 24,5% e 26% dos votos. O partido de extrema-direita ultrapassou os resultados do Partido Socialista, do presidente François Hollande, que teria em torno de 20% das cédulas. Porém, unidos, todos os partidos de esquerda teriam conseguido bater a extrema-direita, conforme as estimativas dos institutos de pesquisa.

O primeiro-ministro, Manuel Valls, convocou a militância a comparecer às urnas no segundo turno e bloquear o avanço da extrema-direita. Ele parabenizou o “resultado honroso” dos socialistas.

“A extrema-direita, apesar de ter ido longe, não é o principal partido político da França”, comemorou o premiê, logo após a divulgação dos primeiros resultados. “O total de votos da esquerda chega ao equivalente dos da direita. Convido a todos os republicanos a barrarem a extrema-direita no segundo turno”, ressaltou, se referindo às situações em que um candidato da Frente Nacional se opõe a qualquer outro partido.

Derrota aguardada

O governo socialista já esperava uma derrota nas urnas. A Frente Nacional era apontada como favorita, depois vencer as eleições na França para o Parlamento europeu, no ano passado, com 24,8% dos votos. Mas foi a direita tradicional quem se sobressaiu, contrariando as pesquisas. No total, os partidos de direita somados teriam recebido em torno de 37,6% dos votos, contra de 33,7% a 37,1% para os partidos de esquerda.

“Este primeiro turno mostra a profunda aspiração dos franceses por uma mudança clara. As condições para uma virada estão reunidas”, declarou o presidente do UMP, Nicolas Sarkozy. “A alternância está em curso e nada vai pará-la.”

Em um ponto, o líder conservador parece concordar com o primeiro-ministro socialista: destacou que “não haverá acordo nem nacional, nem local” com o FN. Durante a campanha, ele advertiu que qualquer movimento dos candidatos da sigla neste sentido seria punido com a “expulsão” do UMP.

“Nós entendemos o despespero deles [eleitores da extrema-direita]. Precisamos trazer respostas claras, precisas e rápidas”, afirmou o ex-presidente da França.

"Demissão" de Valls

A presidente do partido anti-imigração, Marine Le Pen, pediu a demissão de Valls, face aos resultados do pleito. “A Frente Nacional conseguiu ultrapassar, em uma eleição local, o seu resultado europeu”, disse. “Manuel Valls deve escutar a mensagem das urnas e ter a decência de entregar a sua demissão ao presidente da República, considerando-se os resultados do PS.”

Em toda a França, 4.108 conselheiros departamentais foram eleitos na votação deste domingo. As vezes 22h (16h em Brasília), 170 candidatos de direita, 44 de esquerda e 6 da extrema-direita já tinham sido eleitos no primeiro turno. O índice de abstenção foi alto, estimado em 49%.

 

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