Acesso ao principal conteúdo
França/Jihad

"Disque Jihad" na França já recebeu 3.670 denúncias em um ano

O número de jovens franceses atraídos por grupos radicais não pára de aumentar.
O número de jovens franceses atraídos por grupos radicais não pára de aumentar. RFI

Quase um ano após ter sido criada na França, a linha telefônica para denúncias de suspeitos de envolvimento com o jihad detectou 3.670 casos de islamismo radical. A informação foi dada na cidade de Roubaix, no norte, em um colóquio sobre prevenção da radicalização religiosa e as respostas do governo para o problema.

Publicidade

Do total de 3.670 candidatos ao jihad, denunciados na linha telefônica francesa, 25% são menores de idade e 35%, mulheres. Uma outra tendência assinalada foi o número crescente de francesas em via de radicalização e possíveis candidatas ao jihad, que se encontram no terreno de combate no Iraque e na Síria.

Bernard Castanet, comandante da Unidade de coordenação da luta antiterrorista (Uclat), observou que "há um envolvimento importante de mulheres e isto é um fenômeno novo devido à sua dimensão".

A leitura dos números da prevenção da radicalização demonstra também uma taxa relevante, em torno de 40%, conversões de pessoas que não pertencem a famílias de cultura árabe e muçulmana.

Parentes

Cerca de 60% das denúncias, que podem ser anônimas, são feitas por membros da família, com uma forte proporção de parentes do primeiro grau, ou seja, pais e mães. Além disso, também há muitos telefonemas de professores e advogados, que identificam em seus alunos e clientes uma inclinação terrorista.

Atualmente há 434 franceses, formalmente identificados, lutando na Síria e no Iraque. Segundo Castanet, os franceses atraídos pelo jihad foram seduzidos por propagandas na internet com "vídeos dignos de blockbusters americanos", com cenas filmadas por drones e efeitos especiais tipo "Matrix".

Mas existe também um outro fenômeno: os jovens que deixam tudo, influenciados pelos amigos.Foi o que aconteceu na pequena cidade de Lunel, no departamento do Hérault, no sul da França, de onde partiram mais de dez jovens para combater na Síria.

Na segunda-feira (13), o primeiro-ministro Manuel Valls revelou que sete franceses, dos quais seis convertidos ao Islamismo radical, morreram cometendo ataques-suicidas no Iraque e na Síria.

 

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.