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Política francesa

Hollande irrita comunistas franceses ao compará-los a Marine Le Pen

François Hollande no programa de televisão em que criticou Marine Le Pen.
François Hollande no programa de televisão em que criticou Marine Le Pen. REUTERS/Philippe Wojazer

Comunistas franceses pediram nesta segunda-feira (20) que o presidente François Hollande se desculpe publicamente por ter comparado a líder da extrema-direita francesa Marine Le Pen à atuação do Partido Comunista nos anos 70. Pierre Laurent, líder do PCF, se disse “escandalizado” com a frase, que considerou “lamentável”.

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Em um programa de televisão que foi ao ar na noite de domingo (19), em que Hollande fez um balanço de seus três anos de mandato, o presidente disse que “a senhora Le Pen fala como se fosse um panfleto do Partido Comunista dos anos 1970, embora o Partido Comunista não pedisse a caça aos estrangeiros e aos pobres”.

Mesmo com a ressalva da segunda parte da sentença, que suavizou a comparação, os comunistas se sentiram fortemente ofendidos. O líder do PCF, Pierre Laurent, relembrou que, nos anos 70, a esquerda francesa tinha um programa em comum entre comunistas e socialistas, o que teria permitido a eleição de François Mitterrand em 1981. “Na época, a esquerda não hesitava em dizer as coisas às quais o atual presidente renunciou”, criticou Laurent.

Hollande não pedirá desculpas

Nos anos 80, o PCF integrou o governo do socialista Mitterrand, o que não acontece agora com François Hollande. Embora tenham apoiado a candidatura socialista no segundo turno da eleição de 2012, os comunistas não integram o governo e votam regularmente contra os socialistas, principalmente nas questões econômicas, consideradas excessivamente liberais.

O porta-voz do governo, Stéphane Le Foll, rejeitou qualquer possibilidade de um pedido público de desculpas por parte de Hollande. Segundo Le Foll, o presidente deixou clara a diferença entre os panfletos comunistas dos anos 70 que pediam nacionalização e fechamento de fronteiras – causas compartilhadas pela extrema-direita atual – e “a natureza da Frente Nacional de Marine Le Pen, que vai em outras direções, principalmente sobre imigração, o que nunca foi a posição do Partido Comunista”.
 

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