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Hollande/Cuba

Em visita histórica a Cuba, Hollande quer aproveitar oportunidades de negócios no país

O presidente francês, François Hollande na sua chegada em Cuba, foi recebido pelo vice-ministro das Relações Exteriores cubano, Rogelio Sierra.
O presidente francês, François Hollande na sua chegada em Cuba, foi recebido pelo vice-ministro das Relações Exteriores cubano, Rogelio Sierra. REUTERS/Enrique de la Osa

O presidente francês, François Hollande, faz uma visita histórica a Cuba nesta segunda-feira (11), a primeira de um chefe de Estado francês desde a independência da ilha, em 1898. O principal objetivo da visita é comercial. Hollande vai se reunir com o presidente Raúl Castro e poderá fazer uma rápida visita a Fidel Castro, além de participar de um fórum econômico e inaugurar uma nova unidade da Aliança Francesa.

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No momento em que as relações de Cuba com o mundo começam a se normalizar, após a reaproximação com os Estados Unidos em dezembro, e o levantamento do embargo comercial em perspectiva, a França quer se posicionar para aproveitar das oportunidades de negócios no mercado cubano.

Entre Paris e Havana, há uma relação de simpatia, já que desde a década de 90 a França apoiou no Conselho de Segurança da ONU todas as resoluções pedindo o fim do embargo a Cuba. Além disso, como relata o correspondente da RFI em Havana, Florent Guignard, também há uma ligação muito forte entre Cuba e a esquerda francesa. Não particularmente com a política social-democrata moderada de Hollande, mas com a imagem de um país "amigo" que é governado por um presidente socialista.

Oportunidade de negócios

François Hollande aposta nessa lealdade para conquistar espaço para empresas francesas em projetos de desenvolvimento da ilha, principalmente nos setores de construção civil, infraestrutura, turismo, hotelaria, telecomunicações, farmácia e biotecnologias. Cerca de trinta importantes empresários acompanham o presidente francês em Havana.

Oficialmente, Hollande está em Cuba para acompanhar o processo de reabertura do país. Mas, embora não seja explícito, o principal objetivo de Havana é receber os investidores estrangeiros. Havana parece não querer ficar nas mãos apenas dos americanos e se dispõe a abrir espaço aos europeus e a alguns países da América Latina. E a França se apressa para não deixar passar as oportunidades de novos negócios.

Entrevistado pela RFI, o professor Jesus Arboleya, da Universidade de Havana, acredita que a retomada das relações entre Cuba e Estados Unidos beneficia todo o conjunto de relações econômicas e financeiras internacionais de Havana. "A União Europeia, pelas suas relações bilaterais, manteve relações econômicas com Cuba, apesar da posição comum e de algumas dificuldades que ocorreram com o bloco. Na realidade, a decisão dos Estados Unidos em mudar sua política com Cuba também facilitou o caminho para os países europeus fazerem o mesmo", analisa.

Direitos Humanos

Outro assunto que pretende tratar com Raúl Castro é sobre os Direitos Humanos. No passado, o presidente francês criticou duramente a repressão do regime castrista com seus opositores, classificando-a como "uma desumanidade injustificável". Mais recentenmente, Hollande mostrou uma posição mais conciliante e disse acreditar que a situação obteve progressos "graças à chegada de uma nova geração ao poder".

Depois de Cuba, o presidente francês segue para o Haiti, última etapa de seu giro caribenho.

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