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Grécia

Bruxelas chegou a acordo com a Grécia

O primeiro-ministro grego, em Atenas, a 13 de Julho de 2015.
O primeiro-ministro grego, em Atenas, a 13 de Julho de 2015. REUTERS/Jean-Paul Pelissier

Os europeus concluíram na madrugada desta segunda-feira um acordo para negociar um terceiro resgate à Grécia e que garante a permanência de Atenas na zona euro. No total, o plano de ajuda financeira está avaliado entre 82 a 86 mil milhões de euros e implica reformas ainda mais firmes do que as que foram rejeitadas pelos gregos, em referendo, há uma semana.

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O acordo foi alcançado ao final de 17 horas de negociações, durante as quais os 19 países da zona euro tiveram de ultrapassar profundas divergências. Com o novo acordo, podem começar as negociações para o novo plano de resgate da economia grega – o terceiro desde 2010 – que poderá atingir os 86 mil milhões de euros, de acordo com a agência AFP.

O texto final não prevê o abandono provisório da Grécia da zona euro, ao contrário do que tinha sido avançado este domingo num projecto dos ministros das Finanças do eurogrupo.

As reformas reclamadas pelos credores internacionais são ainda mais firmes do que aquelas que tinham sido rejeitadas pelos gregos, no referendo de 5 de Julho, nomeadamente no que toca à reforma do sistema de pensões e do mercado de trabalho.

Por outro lado, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, acabou por aceitar a criação de um fundo de garantia de 50 mil milhões de euros para ser usado para abater à dívida e sobretudo para pagar o dinheiro que vier a ser usado na recapitalização dos bancos gregos.

Oiça aqui as principais conclusões com o nosso correspondente em Bruxelas, Vasco Gandra.

Os próximos passos até ao terceiro plano de resgate da Grécia

Até quarta-feira, o Parlamento grego tem que aprovar medidas como o aumento do IVA e o alargamento da base tributária para aumentar as receitas fiscais, a reforma do sistema de pensões, o assegurar da independência do instituto de estatísticas grego e a aplicação integral das principais normas previstas do Tratado de Estabilidade, Coordenação e Governação na União Económica e Monetária.

Até Outubro, as autoridades gregas têm que levar a cabo “reformas ambiciosas nas pensões” e “aplicar a cláusula do défice zero ou medidas alternativas aceites pelas partes”, de acordo com a agência Lusa.

Ainda esta semana, os parlamentos de Alemanha, Holanda, Finlândia, Áustria, Eslováquia, Estónia deverão ter de aprovar a abertura formal de negociações para um terceiro resgate.
 

As reacções

O Presidente francês afirmou que com o acordo “se preservou a soberania grega”. François Hollande elogiou a “corajosa escolha” do primeiro-ministro grego de aceitar um entendimento com os seus credores.

O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, descarta qualquer humilhação para a Grécia na sequência do acordo obtido hoje para um terceiro pacote de ajuda a Atenas mediante a adopção de novas medidas de austeridade.

O economista português Nuno Teles considera que este acordo marca "a capitulação total" de Tsipras face à recusa em sair da zona euro.

Vítor Vicente, residente Atenas, considera que os gregos estão divididos entre a recusa e a resignação.

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