Acesso ao principal conteúdo
Mundo

Debate em Paris : As artes da língua portuguesa

Primeira mesa redonda do colóquio "As artes da língua portuguesa", na delegação parisiense da Fundação Calouste Gulbenkian
Primeira mesa redonda do colóquio "As artes da língua portuguesa", na delegação parisiense da Fundação Calouste Gulbenkian

Arrancou hoje na delegação parisiense da Fundação Calouste Gulbenkian um colóquio de dois dias intitulado "As artes da língua portuguesa" com criadores de diferentes áreas de produção artística lusófona.

Publicidade

A iniciativa junta entre hoje e amanhã nomes como o escritor angolano Ondjaki, o português Rui Zink e o cineasta guineense Flora Gomes, entre outros.

O colóquio apresenta-se em quatro mesas redondas dedicadas à música, literatura, teatro/dança/cinema e às estratégias de difusão da língua portuguesa com vista a recriar, num formato diferente, o colóquio realizado no início do ano passado em Lisboa; "Criar em Português. O que pode uma língua?"

O director da Gulbenkian em Paris, João Caraça, enumera os dois objectivos que o evento pretende abordar e o facto da Fundação contribuir para "o programa de celebração dos 50 anos da acção da Fundação em França com uma evocação de uma nota da criação que é possível e que existe e continuará a existir em todos os povos que falam português. A língua portuguesa não está em perigo é uma língua viva e que tem que continuar, como qualquer ser vivo, a adaptar-se e a criar novos caminhos, este foi o primeiro aspecto. Na realidade quisemos fazer uma iniciativa que tivesse ligações com algo que se passa também na sede em Lisboa".

Director da Gulbenkian em Paris, João Caraça

A escritora portuguesa Dulce Maria Cardoso, viveu a sua infância em Angola. A autora fez uma intervenção neste colóquio sobre o caso da repressão política em Angola, com nomeadamente a greve de fome de 31 dias do activista Luaty Beirão, e publicou hoje também um artigo de opinião no diário "Público" sobre citamos, "os pecados da lusofonia".

Segundo Dulce Cardoso se se mantiver o silêncio em relação ao caso do activista angolano preso discutir a lusofonia tornar-se-ia um obsceno entretenimento de colonizadores e seus cúmplices.

"Faço parte do movimento que quer que os direitos fundamentais não sejam violados em Angola. O caso de Luaty Beirão veio pôr às claras que o Estado de direito não existe em Angola e portanto tudo aquilo a que durante muito tempo nós fingimos, nós poder político português, neste momento não podemos fingir porque está um homem de 33 anos em greve de fome", descrever a escritora portuguesa.

Escritora portuguesa, Dulce Maria Cardoso

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.