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Mundo

COP 21 : Presença lusófona em Paris

Parque de Exposições de Le Bourget, em Paris
Parque de Exposições de Le Bourget, em Paris RFI/Miguel Martins

Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe fazem parte da aliança dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento. Representam 28% dos países em desenvolvimento e são altamente vulneráveis às alterações do clima, como todo o continente africano. Arrancou hoje em Paris a 21ª Conferência do Clima da ONU (COP21), com os líderes mundiais à procura de fazer história e assinar um novo acordo para combater o aquecimento global.

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A Guiné-Bissau está representada pelo seu Presidente José Mário Vaz e Angola pelo seu Vice-Presidente, Manuel Vicente. As delegações de Cabo Verde; Moçambique e São Tomé e Príncipe são chefiadas pelos respectivos primeiros-ministros; José Maria Neves, Carlos Agostinho do Rosário e Patrice Trovoada.

O primeiro-ministro português, António Costa, chegou ao início da manhã a Paris, mas ao contrário dos outros chefes de Estado e de governo, não poderá falar porque o anterior governo não inscreveu Portugal na COP 21. Primeiro ministro português foi recebido pela edil de Paris Anne Hidalgo e afirmou que Portugal é o país europeu com a maior média de produção de energias renováveis.

O novo ministro português do ambiente, João Pedro Fernandes, sublinhou que o arranque dos trabalhos se acompanha de um forte optimismo relativamente à obtençãoo de um acordo vinculativo e alega que o seu país e a União Europeia se têm fortemente empenhado nesta meta.

O Vice-Presidente de Angola, Manuel Vicente, representa o Presidente José Eduardo dos Santos. Angola que neste encontro preside o grupo de Países Menos Avançados - LDCs - este que defendem que o Acordo de Paris deve incluir o objectivo de limitar o aumento da temperatura abaixo dos 1.5°C.

Presidente guineense José Mário Vaz esteve ontem reunido com a comunidade guineense radicada na capital francesa. Hoje o chefe de Estado guineense discursou na COP 21, onde louvou a França por ter mantido a realizaçao a conferência apesar dos atentados de 13 de Novembro e recordou a enorme vulnerabilidade do seu pais face às alteraçoes climáticas.

Entrevistado pelo nosso enviado especial ao Parque de Exposições de Le Bourget, Miguel Martins, o técnico da secretaria de Estado guineense do ambiente, Viriato Cassamá.á, afirma-se optimista quanto ao desfecho da cop21 que hoje arrancou no Bourget, perto de Paris, acerca da possibilidade de um acordo vinculativo colocando o aquecimento do planeta num limite de dois graus centigrados.

Também presente em Paris está o primeiro-ministro cabo-verdiano que discursará esta tarde, José Maria Neves vai levar propostas concretas à cimeira, nomeadamente, a necessidade de se evitar que o aumento da temperatura média do planeta venha a ultrapassar os 1,5 graus celsius. Cabo Verde dará, desta forma, o seu contributo nas discussões para que o país possa cumprir os objectivos de desenvolvimento sustentável no horizonte de 2030.

São Tomé está representado pelo seu primeiro-ministro, Patrice Trovoada. O projecto “Bioenergia em São Tomé – Aproveitamento energético de biogás” foi um dos 150 selecionados, entre 800 candidaturas, para integrar a agenda da COP 21 em Paris. O projecto do arquipélago que pretende testar a aplicabilidade da tecnologia de digestão anaeróbia ao tratamento dos resíduos orgânicos dos agregados familiares de zonas rurais de São Tomé e Príncipe.

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