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França

Manifestações e greves contra lei do trabalho em França

Manifestações e dia de greve em França contra reforma do código do trabalho
Manifestações e dia de greve em França contra reforma do código do trabalho REUTERS/Christian Hartmann

Entre 224.000 pessoas, segundo a polícia e 400 mil a 500 pessoas, segundo sindicatos e organizações juvenis, manifestaram-se hoje, em França, 9 de março, contra a reforma da lei do trabalho defendido pelo governo socialista.

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Em Paris, os manifestantes foram entre 27 mil a 29 mil, segundo o ministério do interior, que globalmente, sublinhou queem toda a França, foram cerca de 224 mil as pessoas a manifestar-se, enquanto do lado dos sindicatos e organizações da juventude, os números oscilam entre os 400 mil a 500 mil, em todo o país.

Esta é uma guerra clássica de números que se repete em todas as manifestações, com as autoridades a minimizar o verdadeiro número de manifestantes e os sindicatos e associações de todo o género, a exagerar as cifras dos manifestantes.

Mnifestações em toda a França

O facto é que esta quarta-feira, ficou marcada, por mais de 175 manifestações em toda a França e uma greve geral sobretudo no transportes públicos, contra a reforma do governo em adoptar um novo código do trabalho que beneficia o patronato, que pode despedir pessoas como bem entender, segundo os sindicatos.

Do seu lado, o governo e o patronato, defendem que a nova lei laboral, tem em conta novos métodos de trabalhar, nomeadamente, a flexibilidade no despedimento, mas também agilizando métodos modernos de empregabilidade, que já foram utilizados com êxito, por países como a Alemanha, o Reino Unido ou a Itália.

Metade dos franceses apoiam contestação

De notar que 50 por cento dos franceses apoiaram ou simpatizaram com o movimento de contestação desta quarta-feira, em várias cidades francesas, mas há 62 por cento que pensam que o Presidente François Hollande aprova a vontade de reforma do seu primeiro-ministro socialista, Manuel Valls.

A verdade é que o partido socialista tem estado dividido sobre esta nova lei do trabalho e a ala à esquerda do partido governamental, esteve nas ruas manifestando com sindicatos e organizações juvenis, contra esta reforma.

No meio associativo, esta reforma é igualmente condenada, como nos diz o ex-jornalista português, António Oliveira, que afirma que estas manifestações provam o amadorismo deste governo socialista, que pratica um programa social de direita, condenado ao fracasso.

António Oliveira ex-jornalista no meio associativo português em Paris

 

 

 

 

 

 

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