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Austrália escolhe França em contrato de 34 mil milhões de euros

Submarino nuclear francês
Submarino nuclear francês JEAN-PAUL BARBIER / AFP

A França venceu o concurso público para conceber 12 submarinos de propulsão nuclear para a marinha australiana, um contrato de 34 mil milhões de euros, que deverá criar milhares de empregos nos dois países.

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Ao concurso público para este megacontrato de 34 mil milhões de euros concorriam igualmente a Alemanha e o Jaão, mas o governo australiano escolheu o grupo francês DNCS - Direcção das Construções Navais Sistemas e Serviços, peça chave da potência militar francesa, (mesmo se o estado cedeu nos últimos anos mais de um terço do capital à empresa privada Thales).

A DNCS vai assim ocupar-se da manutenção operacional, formação de tripulações e concepção de 12 submarinos nucleares de ataque híbridos - diesel, eléctrico - 10 dentre eles serão construídos na Austrália.

As negociações só deverão terminar em finais de 2016 ou inicio de 2017 e o ministério francês da defesa recusou precisar que percentagem dos 34 mil milhões de euros caberá aos industriais franceses.

O primeiro ministro francês Manuel Valls considera que esta é a "prova que a França é capaz - de novo - de demonstrar o que vale...vai criar milhares de empregos e é uma boa notícia para a balança comercial externa".

Manuel Valls, primeiro-ministro francês

A DNCS vai ocupar-se do "apoio no design, concepção, produção, manutenção operacional e construção das infraestruturas necessárias para a frota australiana" afirma a directora geral adjunta da DCNS Marie Pierre de Baillincourt, que admite que "a grande maioria desses submarinos será construída na Austrália...com apoio da DNCS, e estimanos que cerca de 4 mil pessoas serão envolvidas neste programa no seio da DNCS e dos nossos parceiros industriais".
 

Marie Pierre de Baillancourt, directora adjunta DCNS

De salientar que a Austrália tem eleições antecipadas marcadas para 2 de Julho e os submarinos serão construídos no estado da Austrália Meriodional, criando milhares de empregos numa região que é crucial para a vitória do Partido Liberal do primeiro ministro Malcolm Turnbull, a França por sua vez está também em pré-campanha eleitoral com em pano de fundo as eleições presidenciais de 2017.

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