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França/Israel

Israel reticente à conferência de paz proposta por Paris

Da esquerda para a direita, ministro francês dos negócios estrangeiros, Jean-Marc Ayrault e o primeiro-ministro israelita, Netanyahu, sobre o relançamento do processo de paz israelo-palestinianooa
Da esquerda para a direita, ministro francês dos negócios estrangeiros, Jean-Marc Ayrault e o primeiro-ministro israelita, Netanyahu, sobre o relançamento do processo de paz israelo-palestinianooa Reuters

O chefe da diplomacia francesa, Jean-Marc Ayrault, está em Isarel, onde se encontra com o primeiro-ministro israelita, Netanyahu, na tentativa de relançar o processo de paz no médio oriente, com os palestinianos, deslocando-se igualmente à Palestina.

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Jean-Marc Ayrault, ministro francês dos Negócios estrangeiros, tenta relançar o processo de paz no médio oriente, encontrando-se este domingo, 15, com os principais actores, em Israel, com o primeiro-ministro, Benjamim Netanyahu, e com o presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, na Palestina.

O chefe da diplomacia francesa, propõe aos seus interlocutores palestinianos e israelitas, a realização de uma conferência a 30 de maio, em Paris, onde será apresentada a iniciativa francesa de se relançar a paz naquela região do médio oriente, concretamente, entre esses dois principais actores israelitas e palestinianos.

Ministro francês recebido friamente em Isarel

Mas, logo à sua chegada a Israel, Jean-Marc Ayrault, foi recebido sem grande entusiasmo pelas autoridades israelitas, nomeadamente o primeiro-ministro, Netanyahu, que desconfia que a França, queira privilegiar os palestinianos neste processo de paz, que até hoje nem os americanos se conseguiram resolver.

Israel, não gostou por exemplo da maneira como a França votou uma resolução na UNESCO, em Paris, e fê-lo saber num comunicado do primeiro-ministro, Netanyahu, denunciando "o voto da resolução escandalosa da UNESCO pela França, que nos faz duvidar da imparcialidade da iniciativa francesa."

O texto de resolução em causa, refere-se à omissão pela França de mencionar o laço histórico dos judeus ao Monte do Templo, que para os muçulmanos, é a esplanada das Mesquitas.

Chefe da diplomacia francesa pede desculpas a Israel

Assim, o ministro francês dos Negócios estrangeiros, Jean Marc Ayrault, teve de apresentar desculpas às autoridades israelitas, na primeira linha, o seu primeiro-ministro, Netanyahu, recordando que houve "formulações desencontradas que feriram e criaram um mal-entendido, o que a França lamentava. 

Israel contra conferência de paz no médio oriente

Torna-se, pois, muito difícil, para o chefe da diplomacia francesa, vender esta iniciativa da França, às autoridades de Israel, e o comunicado de Netanyahu é revelador de que não há muita abertura por parte dos israelitas participarem numa conferência em Paris, sobre a paz, quando se sentem agredidos pelo país organizador.

De qualquer maneira, sabe-se que Israel é contra uma conferência internacional sobre a paz no médio oriente e o voto da França, na UNESCO, fornece-lhe o pretexto, para reafirmar a sua posição.

 

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