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França

Cunhado de autor de ataque contra Charlie Hebdo aceita extradição

A frase que correu mundo depois do atentado ao Charlie Hebdo em Janeiro de 2015.
A frase que correu mundo depois do atentado ao Charlie Hebdo em Janeiro de 2015. REUTERS/Vincent Kessler

Mourad Hamyd, cunhado de um dos autores do atentado contra o semanário Charlie Hebdo, Chérif Kouachi, aceitou ser extraditado para França. Mourad Hamyd foi ouvido esta quarta-feira numa audiência em Sófia, na Bulgária, onde foi detido para interrogatório a 28 de Julho.

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Na audiência desta quarta-feira, num tribunal de Sófia, na Bulgária, Mourad Hamyd, cunhado de um dos autores do atentado contra o semanário Charlie Hebdo, Chérif Kouachi, aceitou ser extraditado para França.

Mourad Hamyd foi detido para interrogatório a 28 de Julho pelas autoridades búlgaras, depois de ter sido expulso pela Turquia, suspeito de ter tentado juntar-se às fileiras do autodenominado Estado Islâmico na Síria.

Na sala de audiências, o jovem de 20 anos qualificou a sua detenção como "injusta" e disse: "Declararam-me terrorista apenas baseados numa suspeita."

De acordo com o mandado de detenção europeu emitido pela França, Mourad Hamyd vai ter de responder em tribunal pela suspeita de "associação criminosa com vista à preparação de actos terroristas", um crime passível de dez anos de prisão.

O mandado de detenção indicava que as análises do computador do jovem mostravam que "ele tentou consultar, várias vezes e recentemente, páginas da internet com teor jihadista e com uma relação com a Síria".

Em Janeiro do ano passado, depois do atentado contra o semanário satírico Charlie Hebdo que provocou 12 mortos, Mourad Hamyd esteve em prisão preventiva durante 48 horas, em França, tendo sido libertado sem qualquer acusação nem prova contra ele.

 

Detido indivíduo suspeito de ligações a ataque a igreja

Esta segunda-feira, em Pechbonnieu, perto de Toulouse, foi detido para interrogatório um indivíduo suspeito de ligações ao ataque à igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray, a 26 de Julho.

A detenção para interrogatório do jovem de 21 anos foi prolongada mais 48 horas esta tarde. De acordo com a AFP que ouviu uma fonte policial, o indivíduo esteve em contacto telefónico com os dois terroristas que assassinaram um padre de 85 anos numa igreja perto de Rouen, na Normandia, um ataque reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico.

As autoridades descartam a hipótese de ele ter estado na localidade de Saint-Etienne-du-Rouvray no dia do atentado, mas querem saber se o jovem lá esteve nos dias precedentes.

A 26 de Julho, Adel Kermiche e Abdel Malik Petitjean, de 19 anos, tomaram cinco pessoas como reféns e mataram um padre durante a missa, tendo depois sido abatidos pela polícia.

Em dois meses e meio, a França viveu três ataques terroristas reivindicados pelo autoproclamado Estado Islâmico em Magnanville (13 de Junho, dois mortos), Nice (14 de Julho, 85 mortos) e Saint-Etienne-du-Rouvray (26 de Julho, um morto), mais de seis meses após os atentados de Paris e Saint-Denis que fizeram 130 mortos.
 

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