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FRANÇA

França: entrevista exclusiva de François Hollande

RFI

Menos de uma semana após a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos o chefe de Estado francês, François Hollande, concedeu a sua primeira grande entrevista à RFI, France 24 e TV5Monde em Marraquexe por altura da COP22, a conferência da ONU sobre alterações climáticas.

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O presidente francês foi entrevistado por Christophe Boisbouvier da RFI, Roselyne Febvre do canal televisivo France 24 e por Patrick Simonin da estação TV5MONDE.

O chefe de Estado da França passou a pente fino os grandes dossiers internacionais: o Iraque, a Síria, o terrorismo, a NATO, o Irão, a Rússia, as alterações climáticas ou as consequências do Brexit.

François Hollande não deixou de fazer referência à eleição de Donald Trump nos Estados Unidos que prometera voltar atrás em relação ao Acordo de Paris de luta contra o aquecimento do planeta.

O inquilino do Palácio do Eliseu alegou que o movimento estava lançado e que isso não impediria o se avanço.

O chefe de Estado francês admitiu que o telefonema que manteve com o futuro inquilino da Casa Branca visava obter algum apaziguamento, reforçando o interesse comum da luta contra o terrorismo.

 Acerca do relacionamento com a Rússia o presidente da França diz que há que falar com Moscovo e que se os Acordos de Minsk foram plenamente implementados as sanções serão levantadas.

No que diz respeito à defesa europeia Hollande admite que o velho continente tem de assegurar o essencial da sua segurança.

Sobre a Síria o presidente francês alega ser necessário encontrar uma solução política para esse país do Médio Oriente.

No que ao continente africano diz respeito Hollande alegou que "sempre que a liberdade de informação é posta em causa tal é motivo de alerta para a França", numa referência ao facto dos emissores da RFI e da Rádio da ONU terem sido interrompidos em Kinshasa.

Ainda sobre o antigo Zaire e perante o cenário de um possível terceiro mandato de Joseph Kabila Hollande alegou que há que respeitar a constituição do país.

Quanto ao impasse na investigação relativa aos assassínios dos repórteres da RFI no Mali há 3 anos atrás o presidente francês afirmou que todas as informações disponíveis são entregues à justiça.

François Hollande confirmou o cenário do prolongamento do estado de emergência em França até às eleições presidenciais, informação avançada no fim de semana transacto à BBC pelo primeiro-ministro, Manuel Valls.

Acerca da preparação das eleições presidenciais francesas do próximo ano o presidente socialista afirmou que "se a esquerda não está unida ela não estará à altura" e que se a "França se fragmenta e se divide então a França declinará".

Mas ainda sobre o clima ou o terrorismo e a posição da França e dos Estados, com um novo Presidente, a partir de janeiro, oiçamos François Hollande, que acredita que Donald Trump, terá um discurso diferente e positivo daquele que teve em relação ao clima durante a campanha eleitoral. 

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