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Revista de Imprensa

Ciberataques, imigração ou carvão de Moçambique

Áudio 04:02
Primeiras páginas dos jornais franceses de 28 de dezembro de 2016
Primeiras páginas dos jornais franceses de 28 de dezembro de 2016 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se diversificadas com temas que vão desde ciberataque, passando pela imigração e asilo, até meio ambiente e o carvão de Moçambique. Um ciberataque, contra a OSCE, Moscovo suspeito, titula LE MONDE. A Organização para a segurança e a cooperação, foi alvo de um ataque informático sofisticado e de grande dimensão. Segundo os serviços de espionagem de um país ocidental, o ataque pirata é imputado ao grupo russo APT 28, reputado pelas suas relações com os serviços russos.Garante dos acordos de Minsk, a OSCE, está desde 2014 no centro dos desafios estratégicos internacionais a favor do conflito na Ucrânia. Estas revelações surgem depois da confirmação da imlicação russa nos ciberataques contra Hillary Clinton, afirma LE MONDE.Ainda no internacional, LE MONDE dá relevo ao aniversário do Pearl Harbour, com o primeiro-ministro japonês, Abe, a apresentar condolências eternas aos Estados Unidos, na pessoa do Presidente Obama, presente nas cerimónias dos 75 anos do ataque japonês, matando 2.400 americanos, precipitando assim a entrada dos Estados Unidos, na segunda guerra mundial. LA CROIX, titula 2016 mudou a Alemanha. Das agressões de Colónia há um ano ao atentado de Berlim, a Alemanha, confronta-se com a questão da integração dos imigrantes. As agressões sexuais de centenas de mulheres,  em Colónia marcaram a sociedade alemã.Na opinião pública, que ainda está favorável maioritariamente ao acolhimneto de refugiados, instalou-se no entanto a desconfiança e há cada vez mais posturas xenófobas.Por seu lado, LE FIGARO, titula sobre as pessoas que pedem asilo em França, sob pressão. Cerca de 90 mil processos foram submetidos este ano. Estatísticas demonstram que a pressão migratória está longe baixar porque com este número de 90 mil pedidos, há um aumento oficial de 10% este ano.Mas, nota LE FIGARO, quase a totalidade dos requerentes de asilo tem garantias de ficar em França.Meio ambiente: as escolhas irresponsáveis da direita, pertenceu ao jornal l'HUMANITÉ. Nas regiões que a direita dirige, associações de cidadãos viram reduzidos ou suprimidos as suas verbas.LIBÉRATION, titula sobre o lado obscuro do centro comercial AUCHAN. O drama de uma empregada grávida que perdeu acidentalmente o seu bebé, vem demonstrar as condições de trabalho desumanas no sector da grande distribuição comercial.Em relação à África, LE MONDE dá relevo a Moçambique e os esquecidos da exploração do carvão. Numa reportagem do seu enviado especial, Barbier, este vespertino, nota que há comunidades que não estão ou estão mal alojadas, vivendo o desenvolvimento económico como uma maldição.Na província de Tete, no oeste de Moçambique, a exploração do carvão hulha transformou uma das regiões mais pobres da África. O seu solo contém cerca de 23 mil milhões de toneladas dessa rocha sedimentária, ou seja quase a mesma quantidade de que dispõe a África do sul, o sétimo produtor mundial.Mas cinco anos depois do início das actividades mineiras, com toda a produção destinada à exportação para a China, as populações da região desalentadas vêm degradado o seu nível de vida, sem dizer que 4 mil mineiros perderam o seu emprego há um ano na província, com a queda dos preços dos minérios, nota LE MONDE.

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