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FRANÇA

França: Frente a frente entre Benoît Hamon e Manuel Valls

Benoit Hamon à gauche et l'ancien Premier ministre Manuel Valls, les deux candidats du deuxième tour de la primaire de la gauche le 29 janvier prochain.
Benoit Hamon à gauche et l'ancien Premier ministre Manuel Valls, les deux candidats du deuxième tour de la primaire de la gauche le 29 janvier prochain. ©JOEL SAGET / AFP

O ex ministro Benoît Hamon e o antigo primeiro-ministro Manuel Valls, ambos socialistas, disputam no domingo a segunda volta das eleições primárias da esquerda. Benoît Hamon foi o mais votado na primeira volta das primárias de ontem com 36,1% dos votos enquanto Manuel Valls se ficou pelos 31%.

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O terceiro candidato mais votado, o também ex ministro Arnaud Montebourg, obteve 17,6 % e apelou já a votar em prol de Benoît Hamon.

Montebourg e Hamon tinham deixado, aliás, o governo socialista por discordarem da política implementada pelo presidente cessante, François Hollande, implementada pelos seus ex primeiros-ministros Jean-Marc Ayrault e Manuel Valls.

Este último só agora deixou o executivo tendo sido substituído por Bernard Cazeneuve, ministro do interior, para se candidatar às primárias da esquerda.

Um escrutínio que pouco mobilizou em relação às primárias anteriores, apenas 1,7 milhões de eleitores se mobilizaram.

Em novembro tinham sido mais de 4 milhões os eleitores que votaram nas eleições primárias da direita que escolheram François Fillon para candidato ao escrutínio presidencial cuja primeira volta ocorre a 23 de Abril próximo.

De fora das primárias da esquerda ficaram por opção própria o também ex ministro Emmanuel Macron, tido como a revelação do momento, e Jean-Luc Mélenchon, conotado com a extrema esquerda.

A segunda volta das eleições primárias ocorre a 7 de Maio com muitas sondagens a preverem um duelo entre François Fillon, tido como de uma direita algo radical, e a líder da Frente nacional, de extrema direita, Marine Le Pen.

Esta última parece ter beneficiado do contexto internacional implicando o Brexit, e a desconfiança dos eleitores em relação à Europa, e da chegada ao poder nos Estados Unidos de Donald Trump.

A instauração de um rendimento universal foi uma das medidas que mais popularizaram Benoît Hamon durante a campanha rumo à primeira volta das primárias.

Ao reagir ao seu resultado ele referiu exisitir "uma vontade óbvia de virar a página" e de "olhar para o futuro", um governante que defende também maior generosidade em termos de direito de asilo.

Ouça aqui a tradução de um excerto do seu discurso.

Por seu lado o ex primeiro-ministro Manuel Valls apelou os eleitores a optarem entre "a derrota garantida", numa referência às chances do seu rival se este for escolhido pela esquerda para ir às eleições presidenciais, e a "vitória possível" com o seu projecto.

A forte decepção do eleitorado da esquerda poder-se-ia explicar pela adopção de uma política tida como contrária ao seu próprio campo.

E isto ao advogar medidas como a destituição da nacionalidade em caso de actos terroristas ou ainda políticas visando liberalizar a economia e o direito do trabalho ou ainda as restrições impostas ao acolhimento de refugiados.

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