Acesso ao principal conteúdo
Política/França

França: François Fillon, desculpas e sua versão de prática rejeitada

François Fillon, no final da sua conferência de imprensa. Paris, 6 de Fevereiro de 2017.
François Fillon, no final da sua conferência de imprensa. Paris, 6 de Fevereiro de 2017. REUTERS/Benoit Tessier

Implicado num escândalo de alegados empregos fictícios, na qual a pessoa visada é a sua esposa Penelope Fillon, o candidato da direita à eleição presidencial francesa, François Fillon reconheceu ter cometido um erro ao empregar a sua mulher e dois dos seus filhos. Realçando a discrição da sua mulher como assistente parlmentar, Fillon afirmou que a remuneração de 3.677 euros auferida mensalmente por Penelope Fillon, era justificada, à luz da sua formação académica. François Fillon declarou  que beneficia do apoio dos principais dirigentes do seu partido,para representar a direita na eleição presidencial.

Publicidade

Com em pano de fundo a sua queda nos inquéritos de opinião , desde que foi investido como candidato do partido Republicanos para a eleição à presidência da República francesa, François Fillon apresentou na segunda-feira em Paris a sua versão dos factos, sobre os alegados empregos fictícios da sua esposa, Penelope Fillon, bem como a decisão de colaborar profissionalmente com dois dos seus filhos.

François Fillon,formulou um pedido de desculpas aos franceses,mas rejeitou a existência de qualquer ilegalidade na sua decisão.

O antigo Primeiro-Ministro durante o mandato presidencial de Nicolas Sarkozy(2007-2012) considerou que a sua postura é idêntica à de dezenas de outros deputados que nas últimas três décadas optaram em ter como colaboradores membros da sua família.

Segundo o candidato da direita à eleição presidencial francesa de Maio, empregar familiares como assistentes parlamentares é um hábito comum a muitos deputados em França. O mais importante, de acordo com Fillon, é ter a coragem de reconhecer os seus erros.

 

"A principal coragem de um político é a de reconhecer os seus erros. De agora em diante ,fazer colaborar os seus familiares no seu trabalho político, é uma atitude rejeitada pelos franceses. O que no passado era aceitável, embora na realidade não aceite, hoje em dia não o é . Ao empregar a minha esposa e os mesus filhos, eu privilegiei uma relação de confiança que agora suscita a desconfiança. Foi um erro e eu o lamento profundamente. Por isso, peço as minhas desculpas aos franceses. A semelhança de muitos outros deputados, eu agi de acordo com à prática em vigor . É verdade que a mesma era legal, mas actualmente os nossos concidadãos a rejeitam. Eu próprio tirei as conclusões há mais de três anos , ao pôr um termo a toda e qualquer colaboração com membros da minha família, contráriamente à muitos que me querem dar lições de moral, mas continuam à fazê-lo". (François Fillon).

 François Fillon afirmou que à luz da formação académica da sua esposa, Penelope Fillon, diplomada em letras e direito, o salário de 3.677 euros líquido, que ela auferiu mensalmente durante quinze anos pelo seu trabalho de assistente parlamentar , era totalmente justificado.

A justiçacontinua a investigar sobre se de facto, Penelope Fillon exerceu realmente as funções atrás referidas. Numa entrevista concedida em 2007 ao diário britânico The Daily Telegraph, a Senhora Fillon tinha declarado não ter sido assistente do seu marido.

O também agora conhecido sob o nome  Penelopegate  e Fillongate começou a ter impacto na campanha para a presidencial de François Fillon, que regista uma baixa nas sondagens.

No decurso da sua apresentação aos media dos factos relativos aos alegados empregos fictícios da sua mulher, o candidato da direita à eleição presidencial francesa de Maio de 2017, declarou que continua a beneficiar do apoio dos principais dirigentes do seu partido,Republicanos.   

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Faça o download da aplicação

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.