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França / Portugal

Emigrantes lesados do BES voltaram a protestar em Paris

Protesto em Paris de emigrantes lesados do BES, 25 de Fevereiro de 2017.
Protesto em Paris de emigrantes lesados do BES, 25 de Fevereiro de 2017. Carina Branco

Cerca de 100 pessoas voltaram a manifestar-se em Paris para reclamar as poupanças que depositaram no Banco Espírito Santo/ Novo Banco. Os emigrantes portugueses denunciaram “um crime” e uma instituição bancária que é como uma “panela rota”.

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Os emigrantes lesados do Banco Espírito Santo (BES) protestaram novamente em Paris, este sábado, para reclamar as poupanças que tinham naquela instituição financeira.

Carlos Costa, um dos organizadores do protesto, apelou ao primeiro-ministro português para intervir, comparando o Novo Banco a “uma autêntica panela rota”.

"Faço um apelo ao nosso primeiro-ministro para resolver esta vergonha porque isto é uma autêntica vergonha, o que está a acontecer aos emigrantes. É um crime, é um crime. Como é que esta instância bancária [BES] continua a viver? Esta panela sem fundo já custou milhares de euros ao Estado português. Isto é uma autêntica panela rota, é uma vergonha o que está a acontecer", disse Carlos Costa.

Madalena Araújo, de 57 anos, denunciou que "estão a fazer um negócio do crime", de que considera terem sido alvo os emigrantes: "Para podermos ter a esperança de ir buscar as nossas economias, tivemos que por uma acção em tribunal e tudo isso está-nos a custar muito dinheiro", lançou a portuguesa.

Glória de Jesus Santos, o marido e o filho foram ao protesto com cartazes escritos à mão em que se lia: "Meu filho é deficiente motor. Estou na miséria. Quero o meu dinheiro" e "Eu quero o meu dinheiro. Estou a passar fome".

"Nós queremos o nosso dinheiro porque estamos a passar fome e não temos mais dinheiro nenhum porque as nossas economias iam todas lá para Portugal ", contou a emigrante de 65 anos.

Bloco de Esquerda juntou-se ao protesto

O dirigente do partido português Bloco de Esquerda (BE), Luís Fazenda também esteve presente na manifestação e denunciou que "é uma indignidade aquilo que se tem vindo a passar com os emigrantes que foram lesados por produtos financeiros do Grupo Espírito Santo (GES) e, em particular, as acções do BES”.

“Estes emigrantes estão a ser duplamente penalizados. Foram penalizados pela fraude bancária e agora estão a ser penalizados porque não há uma atenção em relação à situação particular deles", disse Luís Fazenda.

Por sua vez, a dirigente do núcleo Europa do Bloco de Esquerda, Cristina Semblano, afirmou que o partido “é solidário da luta dos emigrantes lesados do BES", uma luta "que já vem desde o verão de 2014 quando eles se deram conta que todas as economias de uma vida de trabalho tinham sido espoliadas".

"A situação continua na mesma, com casos gritantes de emigrantes que não têm nada com que viver, que estão a viver abaixo do limiar da pobreza, que estão com reformas miseráveis, sem poderem ter acesso às economias de toda uma vida de trabalho e sacrifício", lamentou.

O núcleo Europa do BE reúne-se esta tarde na cidade de Gentilly, junto a Paris, num encontro em que estará presente o líder parlamentar do partido, Pedro Filipe Soares, para análise das propostas para o recenseamento dos cidadãos portugueses residentes no estrangeiro e para debater melhorias à lei eleitoral.

Oiça aqui a reportagem.

 

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