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Política/França

Acordo põe fim a bloqueio na Guiana francesa

Bernard Cazeneuve, Primeiro-ministro  da França. Março 2017
Bernard Cazeneuve, Primeiro-ministro da França. Março 2017 ©AFP - DOMINIQUE FAGET

Terminou este fim de semana o conflito que opunha o Estado francês ao seu território ultramarino dde Guiana, situado na América do Sul. Os colectivos e os representantes políticos guianeses que coordenavam a mobilização visando exigir meios financeiros para o desenvolvimento regional, decidiram pôr um termo ao bloqueio, que paralisou durante mais de um mês todas as actividades no território francês ,que tem fronteira com o Brasil.

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O movimento que paralisou todas as actividades na Guiana francesa durante mais de um mês, decidiu retirar as barreiras que bloqueavam estradas e repartições administrativas, bem como o acesso ao centro espacial de Kourou. A decisão foi tomada, após a assinatura de um acordo com o governo francês, estabelecendo uma verba de 2,1 mil milhões de euros, destinada a relançar o desenvolvimento do território , confrontado com uma grave crise económica e uma insegurança crescente. O montante que vai ser disponibilizado pelas autoridades centrais de Paris tinha sido exigido, nomeadamente pelo colectivo "Pou la Gwiyann dékolé"( Para que a Guiana se desenvolva). O acordo entre os representantes da Guiana francesa e o governo de Paris não precisa a partir de que data será implementado o projecto visando contribuir para o desenvolvimento da Guiana.

 Através de um comunicado, o Primeiro-Ministro Bernard Cazeneuve considerou positivo o "Acordo de Guiana", que segundo ele "aprova o plano de emergência" a curto e a médio prazo, para a Guiana francesa.

 O colectivo "Pou la Gwyiann dékolé" integra várias componentes da sociedade guianesa, isto é, sindicatos, categorias sócio-profissionais, associações,populações autóctones e outros segmentos. Entre as reivendicações apresentados pelo referido colectivo de Cayenne, contam-se designadamente, medidas tendentes a reforçar os meios de luta contra a insegurança, romper o isolamento das comunas situadas no interior da Guiana, um melhor reconhecimento dos direitos dos povos autóctones, bem como a melhoria dos serviços de saúde, actualmente deficientes, e do sistema escolar inadequado à demografia galopante do território ultramarino francês que tem fronteira com o Brasil.

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