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França/Política

Édouard Philippe, o homem de direita

JOEL SAGET / AFP

Emmanuel Macron, presidente francês, nomeou hoje Édouard Philippe para o cargo de primeiro-ministro. Deputado do partido Os Republicanos desde 2012 e presidente de Câmara de Le Havre desde 2014, Édouard Philippe é um moderado de direita, próximo de Alain Juppé.

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Édouard Philippe, 46 anos, é o novo primeiro-ministro de França. O anúncio desta segunda-feira veio apenas confirmar o favoritismo do presidente da Câmara de Le Havre.

É um moderado de direita, republicano e próximo de Alain Juppé, presidente da Câmara de Bordéus e candidato derrotada da segunda volta do partido de centro-direita Os Republicanos.

Surge como contrapeso aos deputados socialistas que se juntaram a Emmanuel Macron, presidente de França.

Próximo de Alain Juppé

A carreira política de Édouard Phillippe começou em 1997 no Conselho de Estado. Militante do partido socialista, apoiou Michel Rocard, antigo primeiro-ministro do Partido Socialista, durante dois anos, antes de se aproximar da direita.

Em 2002, Alain Juppé propõe-lhe participar da fundação do partido UMP, agora Os Republicanos, e aos 31 anos ocupou a função de director-geral dos serviços durante dois anos. O tempo de aprender as manobras políticas de grande escala.

Discreto sobre a sua vida privada, este homem de 46 anos, casado e pai de três crianças, nunca exerceu funções governativas.

Integrou o gabinete de Alain Juppé, na altura Ministro da Ecologia de François Fillon durante a presidência de Nicolas Sarkozy. Fez, inclusive, parte da equipa de campanha Alain Juppé para as primárias do partido Os Republicanos.

Depois, em Março, juntou-se à campanha presidencial de François Fillon, equipa que deixou após o caso Penelopegate, um escândalo financeiro que envolvia empregos falsos para a família de Fillon.

Favorito para o cargo de primeiro-ministro e pouco conhecido do grande público, trabalhou como director de Relações Públicas do grupo nuclear Areva entre 2007 e 2010. Substituiu na autarquia em 2010 Antoine Rufenacht, antes de ser eleito à primeira volta em 2014. Renunciou apresentar-se às legislativas deste ano, para respeitar a lei sobre a acumulação de mandatos.

Desde a morte do seu pai, Édouard Philippe começou a praticar boxe e treina actualmente três horas por semana.

Autor de dois romances policiais

Édouard Philippe é igualmente autor de dois romances policiais, que escreveu com Gilles Boyer, outro próximo de Alain Juppé. Em 2011, editaram a primeira obra, Dans l’ombre (Na sombra), onde contam as desilusões de um conselheiro de um candidato ao Eliseu, confrontado com as suspeitas de fraude que comprometem a vitória do seu “campeão” nas primárias.

O segundo, L'heure de vérité (A hora da verdade), um romance policial com laivos de ficção política, onde tentam desvendar os meandros obscuros do mundo político.

A escrita, que era igualmente exercitada no jornal de esquerda Libération, onde manteve uma crónica semanal sobre a campanha eleitoral.

Composição de Governo anunciada amanhã

O anúncio do novo chefe do Governo traduz a vontade do novo presidente centrista e pró-europeu em encontrar uma ampla base de apoio para as eleições legislativas, que decorrem em Junho.

A composição do novo Governo, anunciada para amanhã à tarde, é vista como um teste à recomposição política prometida por Emmanuel Macron.

 

 

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