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FRANÇA

França: Macron quer escolher jornalistas que o acompanham

REUTERS/Gonzalo Fuentes

O Eliseu manifestou na quinta-feira a sua vontade de escolher os jornalistas que poderão acompanhar Emmanuel Macron durante as suas deslocações. Face a esta decisão da presidência, 25 órgãos de comunicação franceses, entre os quais a RFI, escreveram uma carta aberta ao Presidente onde afirmam que "não cabe ao Eliseu escolher quem poderá cobrir uma deslocação".

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Antes da deslocação de Macron ao Mali, o serviço de comunicação do Eliseu contactou directamente as redacções de vários órgãos de comunicação para escolher os jornalistas que poderiam acompanhar o novo Presidente francês.

A decisão está a gerar consternação porque, além desta medida, os sinais do chefe de Estado relativamente aos jornalistas estão a ser preocupantes: logo a seguir à cerimónia da tomada de posse de Macron, a sala dedicada à imprensa tinha sido imediatamente fechada. Além disso, na quinta-feira, dia do primeiro Conselho de Ministros, os jornalistas não puderam assistir à saída dos ministros após a reunião, uma primeira na história da Quinta República.

O porta-voz do Eliseu, Christophe Castaner, afirmou que se trata de uma vontade do Governo de "ditar o ritmo da sua comunicação" e de fazer com que a comunicação de Emmanuel Macron seja "rara" e não escape "ao seu domínio". 

Ainda assim, cerca de 25 órgãos de comunicação franceses, entre os quais a RFI, mostraram a sua inquietação relativamente à estratégia de comunicação do novo chefe de Estado. Numa carta aberta enviada a Macron, as redacções afirmam que "não cabe ao Eliseu escolher quem poderá cobrir uma deslocação". 

Face a estas inquietações, o Eliseu declarou na sexta-feira que os jornalistas "podem estar descansados" porque "o Eliseu não procura fazer o trabalho das redacções". Na carta dirigida à organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), a Presidência afirma nomeadamente que se trata de uma "postura de abertura". Consequentemente, procuram não limitar a cobertura a jornalistas políticos mas abri-la "a jornalistas especializados", de maneira a que as informações possam "ser tratadas com profundidade". 

Artur Silva, jornalista e fundador da Rádio Alfa, considera que esta medida tem precedentes na vida política francesa e é muito grave. 

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