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Estados Unidos / França

Chuva de críticas internacionais à retirada de EUA do Acordo do Clima

Imagem de Arquivo.
Imagem de Arquivo. Mahe/File Photo

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a decisão de sair do Acordo de Paris sobre o clima e desencadeou uma chuva de críticas a nível internacional. O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que Trump “cometeu um erro para o futuro do planeta”.

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O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou, em vídeo, que Trump “cometeu um erro para o futuro do planeta” porque “não há planeta B”.

 

 
 Falando em inglês para os americanos, Macron partiu do slogan de campanha de Trump “Make America Great Again” e pediu "Make our planet great again".

O chefe de Estado francês declarou que “todos os cientistas, engenheiros, empresários e cidadãos desiludidos com a decisão do presidente dos Estados Unidos” têm “em França uma segunda pátria”. E avisou: “Não vamos renegociar um acordo menos ambicioso, de modo algum.” Veja aqui o discurso.

Confira aqui a tradução de um extracto da intervenção de Donald Trump:

"Com vista a cumprir o meu dever sagrado de proteger a América e os seus cidadãos os Estados Unidos vão-se retirar do Acordo de Paris sobre o clima...

... Mas comecerão negociações visando aderir seja ao Acordo de Paris ou a um acordo completamente novo garantindo a justiça para os Estados Unidos, as suas empresas, os seus cidadãos e contribuintes. Por isso retiramo-nos, mas começamos a negociar. A ver se conseguimos obter um acordo mais justo.

Se o conseguirmos, muito bem. Se não conseguirmos também não faz mal. Como presidente é o bem estar dos cidadãos americanos que tenho que colocar no patamar mais alto.

O Acordo de Paris sobre o clima é simplesmente o último exemplo de Washington a juntar-se a um acordo nocivo para os Estados Unidos que beneficiava exclusivamente outros países."

 

Outras reacções internacionais:

O francês Laurent Fabius, que tinha presidido a cimeira do Clima Cop21, em Dezembro de 2015, denunciou “um erro vergonhoso e um erro enorme” baseado “num monte de mentiras”.

Numa declaração comum, França, Alemanha e Itália “lamentaram” a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, o qual “não é renegociável”. A chanceler alemã afirmou mesmo: “Estamos mais que determinados - na Alemanha, na Europa e no mundo - a juntar todas as nossas forças” para enfrentar o desafio climático.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou que “não há marcha atrás na transição energética” nem no acordo de Paris.

A China, o país mais poluidor do mundo, prometeu, hoje, aplicar o acordo de Paris. “As partes comprometidas devem respeitar este resultado tão dificilmente ganho”, declarou a porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Hua Chunying, acrescentando que a China tomaria “medidas concretas” em resposta às mudanças climáticas.

O porta-voz das Nações Unidas, Stéphane Dujarric, falou em “grande decepção” e disse que o secretário-geral da ONU, António Guterres “confia nas cidades, nos Estados e nas empresas americanas para continuar – com outros países – a trabalhar por um crescimento económico sustentável e com fracas emissões de CO2 para a criação de empregos de qualidade e para garantir a prosperidade do século XXI”.

 

A justificação de Donald Trump:

Donald Trump, o presidente norte-americano, confirmou, esta quinta-feira à noite, a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, estimando que o protocolo em causa era nocivo para os interesses económicos do país.

"Com vista a cumprir o meu dever sagrado de proteger a América e os seus cidadãos, os Estados Unidos vão-se retirar do Acordo de Paris sobre o clima mas comecerão negociações visando aderir seja ao Acordo de Paris ou a um acordo completamente novo, garantindo a justiça para os Estados Unidos, as suas empresas, os seus cidadãos e contribuintes. Por isso, retiramo-nos, mas começamos a negociar. A ver se conseguimos obter um acordo mais justo.

Se o conseguirmos, muito bem. Se não conseguirmos também não faz mal. Como presidente é o bem estar dos cidadãos americanos que tenho que colocar no patamar mais alto. O Acordo de Paris sobre o clima é simplesmente o último exemplo de Washington a juntar-se a um acordo nocivo para os Estados Unidos que beneficiava exclusivamente outros países."
 

 

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