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Revista de Imprensa

Euforia e choque após 1.ª volta das legislativas francesas

Áudio 04:16
Primeiras páginas dos diários franceses 13/6/2017
Primeiras páginas dos diários franceses 13/6/2017 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por reacções à primeira volta das eleições legislativas e a estrondosa vaga do partido do Presidente Macron e aliados, enquanto a esquerda e a direita tradicionas estão à deriva. Exactamente, Neidy, as incógnitas do parlamento Macron, é o título do vespertino LE MONDE, que fará o Presidente sobre os postos chave da Assembleia nacional no dia 19 depois das legislativas? Várias centenas de deputados estreantes vão entrar na nova Assembleia, mas o partido República em Marcha do Presidente, Macron, já disse que não serão abandonados nesse mundo novo.Após a  vaga República em Marcha!, direita, esquerda e Frente nacional estão sob choque, replica LE FIGARO. O sucesso esmagador do movimento de Emmanuel Macron, provoca fortes turbulências em todos os partidos. O panorama pós-primeira volta é uma República em Marcha, perante a sua vitória, uma direita apanhada pelas suas divisões, a esquerda afunda-se na crise e ajuste de contas na Frente, nota LE FIGARO.Esquerda e o desafio de mobilizar o eleitorado popular, titula L'HUMANITÉ. A esperança nascida nas presidenciais com o voto a favor de Jean-Luc Mélenchon, não pesou o suficiente para sacudir o jogo político. Contrariamente à vaga da República em Marcha, que aliada com os centrista do MoDem, poderão ocupar 70% da nova Assembleia com apenas 15,39 por cento dos votos da primeira volta.Foi a abstenção mas também a divisão dos seus adversários que amplicaram os resultados dos candidatos da coligação que ganhou a primeira volta, afirma o secretário-geral do Partido comunista, Pierre Laurent, ao jornal L'HUMANITÉ.Esquerda, varrida pelo vento, relança LIBÉRATION. Insubmissos, Partido socialista, Partido comunista, Ecologistas... serão um pouco mais de 50 deputados na futura Assembleia, num mapa político inteiramente redesenhado.Os riscos de uma hiper-maioria, é o título do jornal LA CROIX. A República em Marcha, em marcha, aliada ao MoDem, domina a primeira volta das legislativas, marcada por uma taxa de abstenção récorde.No seu editorial, intitulado o Paradoxo de um triumfo, LA CROIX, nota que a posteriori, pode-se ver na vitória do partido de Macron, um sinal anunciador da muita fraca taxa de participação na primeira volta. Mais de metade dos eleitores não foram votar e todos os paritidos políticos sofrem o impacto.Sem excepção: o total de votos da República em Marcha e do seu aliado, MoDem, é de um 1 milhão a menos do que o número de boletins de votos que votaram por Macron, na primeira volta das presidenciais, observa, LA CROIX.Mudando de assunto,  LE MONDE, por exemplo, Neidy, destaca o Clima e Trump que continua isolado. As discussões do G7 sobre o ambiente, ocorridas a 11 e 12 de julho, em Bolonha, Itália, resultaram numa declaração conjunta com aparência encorajadora mas que mascara a obstrução de Washington na luta contra o aquecimento global.Numa nota de roda-pé da declaração, pode-se ler que os Estados Unidos recusam associar-se ao esforço de redução de emissões de dióxido carbono, devido a prioridades internas. Confirma-se assim que Trump está isolado no seio da comunidade internacional, sublinha LE MONDE. Enfim, em relação à África, LE FIGARO, dê relevo ao G20: Merkel coloca o continente africano no coração das preocupações, querendo favorecer investimentos privados nos países africanos, apoiando aqueles que registam sucessos.Reunidos em Berlim, no quadro duma conferência do G20 com a África, os participantes reafirmaram que o desenvolvimento mundial não será possível sem a participação de todos.Assim, ajudados pelas instituições financeiras internacionais e os parceiros do G20, que lhes fornecem peritos e lhes dão garantias, os países africanos que respeitarem o compromisso proposto pela chanceler alemã, Merkel, e que alguns chamaram, Plano Merkel, definiram os seus próprios projectos que favorecerão o seu desenvolvimento, nota LE FIGARO.

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