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Revista de Imprensa

Vitória amarga para Merkel nas legislativas alemãs

Áudio 03:59
Primeiras páginas dos jornais franceses de 25 de setembro de 2017
Primeiras páginas dos jornais franceses de 25 de setembro de 2017 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por reacções à vitória relativa de Angela Merkel, nas eleições legislativas, deste domingo, na Alemanha, mas também pelas eleições para o Senado, em França.LE MONDE, titula, Merkel vitoriosa mas fragilizada pela proeza histórica da extrema-direita. Com 33% dos votos para os conservadores, CDU/CSU, Angela Merkel, soma uma vitória mas em jeito de advertência. A chanceler poderá fazer uma coligação inédita com os liberais do FDP, que obtiveram 10,7% dos votos e os Verdes, 8,9%.O partido da extrema-direita AfD, Alternativa para a Alemanha, torna-se na terceira força política do país, obtendo 12,6 % dos votos e 94 deputados eleitos, no novo Parlamento federal.Pelo caminho ficaram os sociais-democratas do SPD, que, no entanto, para LE MONDE, continuam a ser a segunda força do país, ao conseguirem 20,5% dos votos, e escolhem desta vez ficar na oposição e não entrar numa grande coligação com o partido de Merkel, como aconteceu no anterior mandato.Vitória amarga, titula LE FIGARO. Angela Merkel, foi reeleita ontem para um quarto mandato, mas a sua vitória ficou assombrada pelo avanço histórico do partido de direita nacionalista, AfD, que entrou no Parlamento, e por uma busca de coligação complicada, sublinha, LE FIGARO.Para LIBÉRATION, extrema-direita entra no Parlamento federal. Merkel, obteve um quarto mandato, mas terá que formar uma coligação e contar com a extrema direita do AfD, que obteve pela primeira vez assentos no Parlamento. Por seu lado, L'HUMANITÉ, observa que na Alemanha, Merkel, no poder, desde 2005, terá de formar uma coligação e saber que os nacionalistas do AfD, ultrapassam 13%...Mudando de assunto, L'HUMANITÉ, dedicou o seu principal título às eleições senatoriais francesas de ontem que representam uma primeira sanção para Macron. A direita arrecadou o grosso da lotaria e os comunistas vão constituir o único grupo de oposição no Senado.Senado: a direita progride, a República em Marcha de Macron, perdeu a ocasião de ganhar esta segunda câmara francesa, destaca LE MONDE. Os Republicanos e os centristas reforçam a sua maioria, ao passo que o partido do presidente da República não conseguiu o esperado."Assistimos ao primeiro fracasso de Emmanuel Macron e espero que o governo vai escutar o Senado e sua maioria", declarou ao vespertino LE MONDE, o centrista Hervé Maurey. Enfim, em relação à África, o mesmo LE MONDE, publica um ponto de vista de um colectivo de investigadores sobre o Ruanda: livro da colecção que sei? que dá um solavanco à História. Referência a um pequeno livro do jurista Filipe Reyntjens , consagrado ao genocídio de tutsis no Ruanda.É uma obra que trata um assunto polémico por causa do papel desempenhado pelo Estado francês no Ruand. Mesmo se banalisa os factos do genocídio, não respeitando a objectividade científica, dá prioridade à ideologia e interpretação tendenciosa.Todo o texto parece ter como único objectivo, denunciar a Frente patriótica ruandesa, culpada de crimes inumeráveis - "talvez" de genocídio no Congo - e o regime no poder em Kigali, que carrega e perpetua essa herança criminosa, acrescenta, o grupo de investigadores, no jornal, LE MONDE. 

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