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França

Novo filme de Laurence Ferreira Barbosa estreou em França

Imagem do filme "Todos os Sonhos do Mundo"
Imagem do filme "Todos os Sonhos do Mundo" Alfama Films

Estreou esta quarta-feira, em França, a sexta longa-metragem da realizadora francesa Laurence Ferreira Barbosa. No filme, a cineasta conta a história de uma lusodescendente que tenta emancipar-se da cultura dos pais emigrantes.

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"Todos os Sonhos do Mundo" conta a história de Paméla, uma jovem portuguesa nascida em França, que se encontra dividida entre o amor incondicional aos pais e a Portugal e a vontade de forjar o seu próprio caminho.

O filme é produzido por Paulo Branco - como todas as suas longas-metragens - e recorre a actores não profissionais, como a protagonista do filme que conheceu quando foi apresentar o seu projecto a uma escola e que a inspirou para a escrita da personagem Paméla.

Laurence Ferreira Barbosa, de 59 anos, tem feito um percurso singular e reconhecido no cinema de autor francês, tendo revelado a actriz Valeria Bruni Tedeschi e trabalhado com nomes como Isabelle Huppert e Jeanne Balibar.

A primeira curta, "Paris - Ficelle" obteve o prémio especial do júri no Festival de Belfort em 1983, tendo-se seguido "Adèle Frelon est-elle là?" que ganhou o Grande Prémio no Festival de Curtas-Metragens de Clermont-Ferrand, em 1986, e "Sur les tálus", nomeado para um César de Melhor Curta-Metragem, em 1987.

Em 1994, "As pessoas normais não têm nada de especial" recebeu uma menção especial do Prémio do Júri Ecuménico no Festival de Locarno, foi nomeado para um César de melhor primeira obra e valeu à actriz Valeria Bruni Tedeschi o César de Melhor Esperança Feminina.

A segunda longa-metragem, "Detesto o Amor" foi seleccionada para a secção "Cinémas en France" - antecessora da Quinzena dos Realizadores - no Festival de Cannes em 1997, sendo protagonizada por Jeanne Balibar, a actriz do documentário "Ne Change Rien" de Pedro Costa (2010) e do ‘biopic' "Barbara" de Mathieu Amalric, atualmente nos cinemas franceses.

Em "A Vida Moderna" (1999), Laurence Ferreira Barbosa dirigiu Isabelle Huppert e "foi como ter um Stradivarius nas mãos", com a conhecida actriz francesa a mostrar "respeito e total confiança" no trabalho da realizadora.

Laurence Ferreira Barbosa fez, ainda, "Ordo", que esteve na competição internacional no Festival de Locarno em 2004 e "Ou morro, ou fico melhor" (2008).

A cineasta também coassinou o documentário "Volta à Terra", de João Pedro Plácido, que passou na mostra da associação de cinéfilos ACID do Festival de Cannes em 2015, obteve o prémio Escolas/IADE para melhor longa-metragem da competição portuguesa no Doclisboa em 2014, o prémio Ulysse do documentário e o Prémio Estudante no festival de cinema de Montpellier Cinemed, assim como o Prémio Gold Hugo do Chicago Film Festival em 2015.

Laurence Ferreira Barbosa já terminou de escrever a próxima longa-metragem, "Où Niche l'Hibou" ("Onde mora o mocho"), uma comédia que vai ser produzida também pela Alfama Films de Paulo Branco e cujo início vai ter cenas rodadas em Portugal.

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