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Revista de Imprensa

Macron, Europa, Alemanha, ou República centro-africana

Áudio 04:28
Primeiras páginas dos jornais franceses de 24 de outubro de 2017
Primeiras páginas dos jornais franceses de 24 de outubro de 2017 RFI

Vários são os assuntos que dominam os jornais franceses, desde trabalhadores europeus, na União europeia, passando pela extrema-direita, no Parlamento alemão, até à situação na República centro-africana. LE MONDE, titula, Emmanuel Macron, arranca a ferros um acordo sobre trabalhadores europeus que exercem suas profissões em diferentes países da Europa.A França conseguiu ontem, que fossem endurecidas regras de destacamento de trabalhadores no seio da União europeia. A duração dos contratos será limitada a 12 meses, os salários alinhados pelos ordenados do país de acolhimento.Esta revisão era uma promessa de campanha do presidente francês, que terá conseguido vencer a hostilidade de diversos países da Europa de leste, acrescenta, LE MONDE.Merkel face ao choque da extrema-direita, pertence ao jornal, LE FIGARO. Um mês depois das eleições federais na Alemanha, 92 deputados do partido da extrema-direita entram no Parlamento alemão, quebrando assim um tabú e colocando a chanceler alemã sob pressão.No seu editorial, os fantasmas do Reichstag, LE FIGARO, nota que Merkel tem a sua parte de responsabilidade na entrada no Parlamento dos deputados da Alternativa para a Alemanha, pela primeira vez desde o pós-guerra.Os alemães vêem chegar ao Bundestag, Parlamento alemão, eleitos de um partido cujo chefe afirma sentir-se orgulhoso da acção do Wehrmacht, o exército alemão de Hitler, durante a segunda guerra mundial, para além de certos dos seus membros relativizarem a Shoá ou holocausto nazi, sublinha o editorial do FIGARO.Mudando de assunto, sobre a França, o jornal L'HUMANITÉ, titula, Austeridade de envergadura para a saúde no projecto do orçamento 2018. O governo quer eliminar até 2020 o défice do conjunto dos 4 ramos de previdência social, a saber, doença, velhice, família e acidente de trabalho/doença profissional.O governo entende, pois, reduzir 3 mil milhões de euros de défice, já no próximo, situando-o nos 2 mil e 200 milhões de euros, o nível mais baixo desde 2001.Só que o contexto económico actual é radicalmente diferente daquele de 2001, quando a economia francesa tinha criado empregos em larga escala com a implementação da carga horária semanal de trabalho de 35 horas, tendo ainda beneficiado de um crescimento de 3,5%, em média, entre 1998 e 2000, sublinha o jornal, L'HUMANITÉ.LA CROIX, por sua vez, titula Calais quer virar a página. Um ano depois do desmantelamento do acampamento de imigrantes, o jornal faz uma reportagem junto de habitantes e associações da cidade portuária. Há um ano, o estado transferia, em poucos dias, 7,400 imigrantes do acampamento, a chamada selva de Calais, para centros de acolhimento em várias regiões.40% são afegãos, 35% eritreus e 7% sudaneses, dos quais muitos deles, ainda dormem ao relento, sublinha, LA CROIX.Enfim, LIBÉRATION, dedica a sua primeira página, à República centro-africana, país esquecido pelo mundo. É a nação menos desenvolvida do planeta. Um ano após a retirada das tropas francesas, a RCA, está de novo entregue às milícias e a afundar-se no caos.Esta longa reportagem do LIBÉRATION, coincide com a chegada, esta terça-feira, àquele país, do secretário-geral da ONU, António Guterres, para alertar sobre, como diz, uma "crise dramática, mas uma crise esquecida”, com apenas 30% por cento dos fundos previstos para responder ao desastre humanitário, a ser desboqueados, acrescenta, LIBÉRATION. 

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