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França

Violência contra a mulher na Pátria dos direitos humanos

Emmanuel Macron, no dia internacional de luta contra a violência feita às mulheres, a 25 de novembro
Emmanuel Macron, no dia internacional de luta contra a violência feita às mulheres, a 25 de novembro REUTERS/Ludovic Marin/Pool

O presidente francês, Emmanuel Macron, denunciou, este sábado, a violência contra as mulheres como sendo "uma vergonha nacional" e declarou que a igualdade entre mulheres e homens será a "grande causa" do seu mandato. O chefe de Estado, discursava, por ocasião do dia internacional para a eliminação da violência contra a mulher.

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 Num discurso pronunciado, este sábado, 25 de novembro, no Eliseu, no quadro do dia internacional para a eliminação da violência feita à mulher, o presidente francês, Emmanuel Macron, cumpriu um minuto de silêncio em homenagem às 123 mulheres mortas pelo cônjuge ou ex-companheiro em 2016.

O chefe de Estado, declarou no seu discurso, que a violência contra as mulheres é uma "vergonha nacional" e sublinhou que o seu mandato terá como "grande causa" a igualdade entre mulheres e homens.

"É nossa sociedade inteira que está doente de sexismo", declarou o presidente, Macron, que discursava, no palácio do Eliseu, perante 200 pessoas neste dia internacional para a eliminação da violência contra as mulheres. 

O presidente francês, sublinhou ainda que a "França não deve ser um desses países onde as mulheres têm medo" de denunciar a violência doméstica ou no trabalho de que são vítimas.

Macron, observou, porém, que não se deve cair na "delação", insistindo que todas as mulheres vítimas de agressões sexuais devem denunciar os homens autores dessas práticas perversas.

O Presidente Macron, anunciou 3 prioridades, para os próximos 5 anos, para combater a violência, que passam pela "educação e o combate cultural a favor da igualdade", por um "melhor acompanhamento das vítimas" e um "reforço do arsenal repressivo".

Cerca de 225.000 mulheres são vítimas de violência física ou sexual por parte dos seus cônjuges ou companheiros, mas, apenas menos de 20% apresentam queixa-crime, na pátria dos Direitos do homem e da Mulher.

De notar, que este dia é marcado igualmente por manifestações em toda a França contra a violência feita à mulher, um país, que só agora parece ter tomado mais consciência deste fenómeno depois do recente escândalo Weinstein, produtor de cinema americano, acusado de violar dezenas de mulheres.

Antes, um escândalo idêntico, tinha acontecido com o ex-ministro francês, Dominique Strauss-Kahn, que foi ilibado pela justiça, após acusações de violação sexual e pornografia.

 

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