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Revista de Imprensa

Imprensa francesa critica Trump por causa de Jerusalém

Áudio 04:11
Primeiras páginas dos jornais franceses de 8 de dezembro de 2017
Primeiras páginas dos jornais franceses de 8 de dezembro de 2017 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por reacções ao reconhecimento de Jerusalém, como capital de Israel, pelo presidente americano, Donald Trump. Jerusalém: Trump provoca indignação em todo o mundo, titula LE FIGARO. A decisão unilateral e potencialmente explosiva do presidente americano de reconhecer Jerusalém como capital de Israel continua a suscitar condenações um pouco por todo o lado. A União europeia, a russia, ou a China exprimiram a sua preocupação, antes da reunião de hoje do conselho de segurança da ONU. Hamas, apoiado por Hisbolá, apelou a uma nova Intifada e pelo menos cerca de trinta manifestantes palestinianos foram feridos nos territórios por ocasião de confrontos com soldados israelitas.Um jogo perigoso, continua LE FIGARO, no seu editorial, para sublinhar que a curto prazo, a decisão sobre Jerusalém, de Donald Trump, não mudará grande coisa porque a transferência da embaixada americana é para mais tarde. Mas o acto é sobretudo simbólico e tinha que ser Trump a fazer isso não vendo a carga religiosa e política da cidade três vezes santa.Jerusalém à beira do abismo, replica LIBÉRATION. A decisão de Trump, de impor a cidade santa como capital do estado de Israel muda a geopolítica na região e poderá provocar violência. Trata-se de uma prenda simbólica de Trump à sua base eleitoral evangélica, acrescenta LIBÉRATION, citando Célia Belin, especialista da direita radical e de movimentos fundamentalistas.Médio oriente, a paz em questão, é o principal título do jornal católico, la CROIX. Após o anúncio de Trump sobre Jerusalém, os palestinianos não sabem que plano abraçar. O processo de paz, já moribundo, está enterrado?A decisão de Trump já empurrou os mais radicais do mundo muçulmano a reafirmar a sua posição e pelo caminho o ministério dos negócios estrangeiros do Irão fustigou o regime sionista e a milícia xiita Nujaba, iraquiana e pró-iraniana, declarou que a decisão de Trump legitima ataques contra forças americanas no Iraque, nota LA CROIX.Jerusalém: um presidente vadio, desafia o mundo, titula L’HUMANITÉ. Trump está debaixo do fogo de críticas após a sua decisão, desprezando o direito internacional e as resoluções da ONU sobre Israel. O conselho de segurança reúne-se a pedido dos países preocupados com a sua decisão que destabiliza o Médio oriente, acrescenta L’HUMNAITÉ.Por seu lado, LE MONDE, escreve como segundo título, Jerusalém à prova da rua, com riscos de violência de regresso. A autoridade palestiniana frente à cólera da rua, depois da posição de Trump, que fragiliza Mahmmud Abas, acrescenta LE MONDE.Mudando de assunto, LE MONDE, tem como principal título,Brexit: acordo prelúdio antes do divórcio. Após uma noite de negociações, Bruxelas e Londres chegaram a acordo sobre as grandes linhas da separação entre o Reino Unido e a Europa.Não se mexe nos direitos dos expatriados, depois do Brexit, afirmou Juncker. Mas os 27 tiveram de ceder sobre a preeminência do Tribunal de justiça europeia. Os britânicos tiveram, por sua vez, de aceitar pagar 50 mil milhões de euros aos seus parceiros europeus para terem a sua liberdade.Não haverá fronteira entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda. As discussões sobre a relação futura entre Londres e os 27, vão assim começar, a 16 meses da data prevista para o divórcio, sublinha LE MONDE.Enfim, sobre o continente africano, LIBÉRATION, dá destaque ao Zimbabué numa reportagem sobre este país, com o novo presidente, Emerson Mnangagwa, a herdar uma economia destruída. Os primeiros sinais positivos apostam mais nos investidores estrangeiros do que nos habitantes que perderam tudo. “Trabalhei duramente mas Mugabé, destruiu tudo”, diz um agricultor de tabaco, à reportagem do LIBÉRATION.

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