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Revista de Imprensa

Mundo rural francês contra política de Macron

Áudio 03:52
Primeiras páginas dos jornais franceses de 22 de fevereiro de 2018
Primeiras páginas dos jornais franceses de 22 de fevereiro de 2018 RFI

As primeiras páginas dos jornais nacionais estão dominadas por assuntos franceses, como o mundo rural, mas também por questões internacionais, como a batalha das armas nos Estados Unidos. O que o mundo rural recrimina a Macron, titula, LE MONDE. O presidente da República, tem estado, desde o começo do seu mandato, a esquivar-se a certas investidas vindas de territórios rurais. Certas medidas são contestadas com o aumento dos preços do gasóleo diesel, a limitação de velocidade a 80 km, o fecho de pequenas linhas de comboio ou de escolas.O chefe de Estado é criticado também pela oposição de ser o representante  das grandes cidades e da modernidade em detrimento de zonas que sofrem. Conscientes desta imagem, o presidente e o seu governo fizeram vários anúncios a favor do mundo rural, nota LE MONDE.Camargue, torna-se floresta  selvagem, replica LA CROIX.  Há anos, que as antigas salinas mudam de rosto a favor de um vasto programa de restauração. A água doce está de volta, o ecossistema é reconstituído e as paisagens mudam. Camargue, primeira zona húmida francesa poderia tornar-se num exemplo para outros territórios ameaçados por agruras climáticas, observa, LA CROIX.L’HUMANITÉ, titula, por seu lado, presidentes de câmaras de Nièvre, tentam salvar o serviço de urgência do hospital da cidade de Clamecy. Pedem-nos para criar centros de saúde e atrair médicos para a nossa região, enquanto o Estado  quer redefinir o perímetro, afirma um dos eleitos que com os habitantes locais rejeitam a nova machadada desferida ao sector da saúde, nota L’HUMANITÉ.Na actualidade internacional, LIBÉRATION, faz o seu principal título, com os Estados Unidos, citando Christine, 15 anos, que conseguiu escapar-se à chacina do liceu na Flórida: “Sr Trump, basta de rezas, queremos actos”. A menina sobrevivente da matança do liceu Parkland, conta uma hora e meia de pesadelo, escondida numa sala de aulas e implora os políticos a agirem.“Temos poder. Sou ainda muito jovem para votar, mas posso exprimir-me publicamente e participar em manifestações. Posso contar a nossa história e convencer aqueles que têm direito de votar a afastar os políticos ao serviço da poderosa associação que defende o uso de armas nos Estados Unidos”, sublinha Christine, ao jornal LIBÉRATION.Por seu lado, LE FIGARO, titula, Ocidente impotente face à tragédia síria. Paris reclama uma trégua quando os ataques das forças governamentais na região rebelde sitiada de Ghouta, já fizeram mais de 300 mortos.No seu editorial, a  caminho de Damasco, LE FIGARO, escreve que o regime continua a sua implacável progressão rumo à reconquista. Assad, reconquista a preço de um mar de sangue e ruínas, sublinha LE FIGARO.Em relação à África, LE MONDE destaca o presidente do Mali, que pensa que a guerra contra o terrorismo progride no Sahel.  “Não negociaremos com jiadistas”,  afirma, em entrevista ao vespertino LE MONDE, o presidente maliano, considerando que a guerra contra o terrorismo marca pontos no Sahel”. E acrescenta: “Sem um mandato mais ofensivo que reclamamos, a missão da ONU restringe-se ao social”.Enfim, uma nota futebolística com L’ÉQUIPE, titulando, Marselha, que joga esta noite frente ao Braga de Portugal, tem de apresentar trabalho, nesta prova da Liga Europa.

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