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Franç/Síria

Cimenteira franco-suiça Lafarge financiou Daesh na Síria

Logótipo da cimenteira franco-suiça Lafarge
Logótipo da cimenteira franco-suiça Lafarge Reuters/Gonzalo Fuentes

Os serviços secretos franceses estavam ao corrente desde 2014 sobre o financiamento a Daesh por parte da multinacional franco-suiça de cimentos Lafarge, em troca da continuidade das suas actividades no norte da Síria.

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Desde a abertura do inquérito à multinacional franco-suiça Lafarge por financiamento do terrorismo em Junho de 2017 e sobretudo a partir da primeira audiência em Novembro do seu antigo director de segurança Jean-Claude Veillard, que se alega que os serviços secretos franceses estavam ao corrente das "negociações" entre Daesh e Lafarge, que entre Julho de 2012 e Agosto de 2014 pagou mais de 5 milhões de dólares, para continuar as suas actividades e garantir a segurança das estradas no norte da Síria, controladas por Daesh e Al Nosra.

Indiciado em Dezembro passado e interrogado entre 3 e 12 de Abril de 2018 Jean-Claude Veillard, um antigo comando da marinha francesa, confirmou que todas as informações e nomes dos contactos na Síria, foram transmitidos à DGSE a Direcçao-geral de Segurança Externa - através do email grosmarmotte@gmail.com, o endereço do seu contacto com os serviços secretos franceses, tal como o de outras grandes empresas instaladas em zonas de guerra.

Jean-Claude Veillard afirma que entre Abril e o verão de 2014 descobriu a realidade destes financiamentos, mas desde Outubro de 2013 que um relatório do comité de segurança da Lafarge, por si animado, evocava negociações com os grupos armados Isis e Al Nosra, para permitir a retoma das actividades da cimenteira Lafarge.

Resta apurar se Lafarge também vendeu cimento a Daesh, a que data é que a DGSE foi advertida sobre estes financiamentos e se esta informação foi transmitida ao Ministério das Forças Armadas e à Presidência da República.

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