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Revista de Imprensa

SNCF, Aborto na Irlanda, Trump e Kim Jong-un

Áudio 05:04
Primeiras páginas dos jornais franceses de 25 de maio de 2018
Primeiras páginas dos jornais franceses de 25 de maio de 2018 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses estão atravessadas por temas de sociedade como o conflito dos caminhos de ferro, jiadismo e a justiça francesa, aborto na Irlanda ou cimeira abortada de Trump e Kim Jong-un.SNCF: o Estado recupera 35 mil milhões de euros de dívida, título do vespertino, LE MONDE. O primeiro ministro anunciou a 25 de maio a cinco federações de camionistas, o montante da dívida que é recuperada pelo Estado. Em contrapartida, a empresa nacional dos caminhos de ferro deve investir 3 mil e 800 milhões de euros nas infraestrturas e aumentar a sua produtividade.O governo espera assim abrir portas para uma saída da greve dos sindicatos reformistas, nota LE MONDE.A adição, titula L'HUMANITÉ. Assalariados, estudantes, sindicalistas, camionistas ... manifestam amanhã respondendo ao apelo de mais de 60 organizações, em 80 cidades, contra a política de Macron. Para forçar Macron a dar-nos ouvidos temos que atacar forte e feio, afirma um sindicalista, enquanto outro, replica, já basta!Justiça, confrontada com a proliferação do jiadismo, titula, LE FIGARO. O número de processos relacionados com o terrorismo islâmico está em constante aumento. São cada vez, mais jovens,  completamente desconhecidos pela justiça. Cerca de 238 jiadistas condenados entre 2014 e 2017, em 76 processos, mais de 1500 suspeitos em inquéritos em curso, alguns dos números avançados por um estudo inédito do Centro de análise do terrorismo. O estudo dirigido revela o verdadeiro rosto de jiadistas franceses ou residentes em França.Este contencioso de massa que coloca problemas de agenda judiciária e de meios é acompanhado de um endurecimento de penas, sob a impulsão do ministério público e da procuradoria de Paris. A justiça e os serviços anti-terroristas devem por outro lado enfrentar um grande número de jiadistas saindo da prisão até 2023 e de regresso de crianças do jihad multi-traumatizadas, sublinha, LE FIGARO.Mudando de assunto, no internacional, LIBÉRATION, titula, sobre os dados pessoais, sorriam, estão melhor protegidos. O Regulamento geral para a Protecção de dados, adoptado pela União europeia, entra em aplicação esta segunda-feira. Uma etapa inédita no reforço dos direitos dos utilizadores face aos gigantes da NET, Facebook à cabeça.Para o sociólogo António Casilli, o RGPD, é um primeiro passo para sanear a relação que os cidadãos e empresas estabeleceram em torno dos dados fornecidos pelos primeiros aos segundos, nota LIBÉRATION. LA CROIX, titula, aborto, o dilema irlandês. Os irlandeses pronunciam-se sobre a anulação de um artigo da Constituição que proíbe o aborto. Os irlandeses estão divididos. A sociedade irlandesa é generosa, empática, mas permanece muito misógina. O controlo da sociedade sobre a mulher é ainda muito forte.Se o SIM, ganhar, o Parlamento deverá legislar até ao fim do ano. Se for o NÃO a ganhar, será o statu quo, nota LA CROIX.LE FIGARO, destaca a anulação da cimeira Estados Unidos-Coreia do Norte: a estratégia de Trump mete água. Temendo um fracasso, o presidente americano anulou o encontro com Kim Jong-un, previsto para 12 de junho em Singapura e advertiu o regime norte-coreano contra qualquer acto "irresponsável".Para LE MONDE, é o método Trump que falha, ao anular a sua cimeira com o dirigente da Coreia do Norte, Kim Jong-un. O presidente americano evocou a "hostilidade" de Pyongyang para justificar a anulação da cimeira.Um alto funcionário americano aafirma que a anulação sanciona críticas da Coreia do Norte, sobre as manobras conjuntas militares recentes entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul e ameaças de braço de ferro entre potências nucleares, evocado pelo vice-ministro dos negócios estrangeiros norte-corano, Choe Son-hui, nota LE MONDE. Em relação à África, LIBÉRATION, dá relevo a Ruanda e o revigoramento diplomático com a França. A visita de trabalho do presidente ruandês, Paul Kagame, a Paris, consagra a melhoria das relações franco-ruandesas, particularmente, tumultuosas depois do genocídio de 1994, no Ruanda."Há que avançar de maneira pragmática sem nada retirar à complexidade das histórias do passado; o essencial é retomarmos a cooperação", declarou, Emmanuel Macron, citado por LIBÉRATION.

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