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França/Cultura

Visa pour l'image: Bronstein na senda de Rohingyas

Paula Bronstein durante a visita guiada da exposição "Apatridas, abandonados e rejeitados: a crise dos Rohingyas" no âmbito do festival Visa pour l'Image 2018.
Paula Bronstein durante a visita guiada da exposição "Apatridas, abandonados e rejeitados: a crise dos Rohingyas" no âmbito do festival Visa pour l'Image 2018. L.Silva/RFI

Na exposição "Apátridas, abandonados e rejeitados: a crise dos Rohingyas", patente no festival Visa pour l'Image 2018, a fotojornalista, Paula Bronstein relata o êxodo dos Rohingyas de Myanmar, povo a quem é recusado a cidadania.

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A fotojornalista veterana norte-americana, Paula Bronstein, finalista do prémio jornalístico, Pullitzer Prize em 2011, é uma das nomeadas ao prémio Visa d’Or, na categoria de revistas, da 30° edição do festival Visa pour l’Image.

Nesta categoria Paula Bronstein concorre com Peter Bauza que apresenta a exposição Enduring Times (Momentos Difíceis): Sudão do Sul, com Olivier Jobard autor do foto-documentários Ghorban, Né un jour qui n’existe pas (Nascido num dia que não existe) e James Oatway com o trabalho Red Ants (Formigas Vermelhas).

Na exposição “Apátridas, abandonados e rejeitados: a crise dos Rohingyas”, a fotojornalista relata, através de uma síntese de cores, o sofrimento, a emoção e a resistência à adversidade e o infortúnio de um povo, que só agora começa a ser conhecido no mundo. De acordo com Paula Bronstein, os Rohingyas têm sido vítimas, desde há muito tempo, de discriminações e da arbitrariedade da sociedade de Myanmar, que não reconhece a sua cidadania.

Em declarações à RFI, Paula Bronstein falou-nos do interesse que tem sobre a luta dos Rohingyas em matéria de direitos humanos:

“Foi em 2012 que comecei a interessar-me pelos Rohingyas em Myanmar. Desloquei-me várias vezes ao país, durante três a quatro anos, para me documentar sobre a difícil situação dos Rohingyas nos campos de refugiados, onde eles estavam a viver. Documentei-me sobre os problemas desta etnia, para contar uma história, numa altura em que eles ainda não eram notícia.

Mas para mim, a reportagem sobre os Rohingyas era muito importante, porque os Rohingyas são uma minoria étnica perseguida e que continuam a sê-lo hoje em dia. Em Myanmar há muitos problemas: as questões sectárias, nas quais a maioria budista discrimina os muçulmanos. Em todo caso é a maneira como o governo de Myanmar trata os Rohingyas.

Trata-os como apátridas no país em que vivem, não reconhece a sua cidadania. Eles não têm liberdade de movimentos, não têm o direito de estudar, não têm o direito de fazer muitas, muitas coisas", refere.

Foi em Agosto de 2017 que se registou um aumento da tensão entre a minoria Rohingya e as autoridades de Myanmar, depois destas últimas terem acusado os rebeldes Rohingyas de atacar as forças de segurança.

Paula Bronstein iniciou a carreira de fotojornalista em 1982, depois de se ter formado em fotografia na Universidade de Colorado e na Faculdade de Salzburg, na Áustria. Posteriormente especializou-se em fotojornalismo no Rochester Institute of Technology, onde se licenciou também em Belas Artes.

A residir desde 1998 em Bangkok, Paula Bronstein cobriu conflitos na Ásia e em África e especializou-se igualmente em questões relativas aos direitos humanos. No último livro, baseado no longo conflito afegão e publicado em 2016 pela editora University of Texas Press, intitula-se Afghanistan Between Hope and Fear.

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