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Vida em França

Argélia : França faz mea culpa

Áudio 08:52
Presidente Emmanuel Macron com Michèle Audin, filha de Maurice Audin, 13 de Setembro de 2018
Presidente Emmanuel Macron com Michèle Audin, filha de Maurice Audin, 13 de Setembro de 2018 Thomas SAMSON / AFP

O Presidente francês admitiu esta quinta-feira a responsabilidade do Estado francês na morte do matemático comunista Maurice Audin.Emmanuel Macron confirmou o uso de tortura na guerra da Argélia (1954-1962) e disse dar acesso a documentos históricos sobre outras vítimas das Forças Armadas francesas.A 11 de Junho de 1957, Maurice Audin desapareceu sem deixar rastos. A família lutou nos últimos 61 anos para estabelecer a verdade sobre a história do activista comunista, como explica o filho Pierre Audin.Durante a guerra da Argélia o activista comunista, que lutou pela independência da antiga colónia francesa, desaparece. O facto de a França reconhecer hoje responsabilidade do Estado é um momento histórico, aponta o presidente da associação Maurice Audin, Pierre Mansat.Este tema da tortura na Argélia já foi tratada por investigadores, afirma Victor Pereira, historiador português e professor da Universidade de Pau.O Presidente Emmanuel Macron visitou esta manhã a viúva do matemático Josette Audin, nos arredores de Paris. No encontro pediu "desculpas à família e disse restaurar um pouco do que já deveria ter sido feito".

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