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FRANÇA

Manuel Valls despede-se da França

Manuel Valls ao anunciar em Barcelona a sua candidatura à câmara a 25 de Setembro de 2018.
Manuel Valls ao anunciar em Barcelona a sua candidatura à câmara a 25 de Setembro de 2018. REUTERS/Albert Gea

O antigo primeiro-ministro francês, Manuel Valls, confirmou que, para ele, acabou-se a vida política neste país. Valls, que na semana passada anunciara a sua candidatura à câmara municipal de Barcelona, deve demitir-se do cargo de deputado que detém no parlamento em Paris.

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Entrevistado pelo segundo canal da televisão pública francesa neste domingo à noite, Manuel Valls deixou no ar um "adeus caloroso, terno" aos franceses.

Embora pretenda continuar a viajar entre Barcelona e Paris, onde ainda mantém família, Valls tem agora apartamento na capital catalã, cidade onde começou a leccionar numa escola de comércio.

Curiosamente o apartamento situa-se na rua de Paris.

Na terça-feira da semana passada ele que também já foi presidente da câmara (Evry , nos subúrbios de Paris), ministro (do interior) anunciara a sua intenção em se candidatar à câmara da sua cidade natal, Barcelona.

E isto sem etiqueta, embora beneficiando do apoio do partido do centro Ciudadanos.

Valls, agora em Paris, deve aproveitar a sua vinda a França para se despedir de uma série de entidades e para se demitir do cargo de deputado.

Ele foi taxativo na televisão francesa dizendo que, para ele, a vida política activa em França acabou.

Ele que tinha acabado por obter a etiqueta do partido presidencial no parlamento, LaRem, La République en Marche.

Valls alega ter avisado no fim de Julho o presidente francês da sua ambição em relação a Barcelona. Emmanuel Macron ter-lhe-ia dito que o apoiaria.

Situado na ala mais à direita do partido socialista, Valls não conseguiu ser o candidato presidencial dessa força política.

Emmanuel Macron, acabou por ser eleito para a presidência francesa e Valls ficou relegado ao cargo de deputado.

O primeiro secretário do PS, Olivier Faure, afirmou ontem que Valls era "um dos políticos mais detestados" de França e que ele se ia embora por saber que não tinha futuro político em França.

Valls descartou qualquer traição à França e disse deixar o país "sem amargura e sem qualquer lamento".

"Há uma cidade que encarna melhor que nunca a Europa e os grandes debates de amanhã é Barcelona !

Gosto deste risco, ele é bonito !

Aconteça o que acontecer hei-de ficar em Barcelona, a vida política francesa está terminada para mim.

É, sobretudo, uma escolha de vida pessoal.

Mas é um adeus aos franceses caloroso e terno.

E hei-de voltar com regularidade.

Para mim, como para qualquer outro europeu, as fronteiras deixaram de existir, quando partilhamos uma mesma civilização e os mesmos valores."

Ouça aqui um excerto das suas declarações.

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