Acesso ao principal conteúdo
Revista de Imprensa

Ministro do Interior impõe demissão ao presidente Macron

Áudio 03:33
Primeiras páginas dos jornais franceses de 03 de outubro de 2018
Primeiras páginas dos jornais franceses de 03 de outubro de 2018 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses estão ainda dominadas por reacções à demissão do Ministro francês do Interior, mas também por questões de migração. Collomb, impõe a sua demissão, Macron abalado, titula, LE MONDE. Desafiando o presidente, de quem foi conselheiro privilegiado, o ex-ministro do Interior, desferiu a Macron o golpe mais duro desde o começo do seu mandato.O primeiro-ministro, Edouard Philippe, assume interinamente as funções de ministro do Interior, até à nomeação dum sucessor de Collomb, que regressa a correr para a sua câmara municipal de Lyon, que ele deixou nas mãos de um fiel, para melhor concorrer a um quarto mandato, nota, LE MONDE.A demissão de Collomb, mergulha o executivo na crise, replica, em título, LE FIGARO. Fortes tensões nas últimas semanas entre Macron e o seu ministro explodiram nos dois últimos dias.Surrealista, é o editorial do FIGARO, notando que neste teatro do absurdo,  demite-se, mas, para mais tarde, enfraquece-se para reforçar a sua legitimidade, e suplica-se, como faria um cativo, a saída finalmente do seu ministério.A careta do Lionês, titula, LIBÉRATION, mostrando uma foto duma gargalhada de Collomb. Apesar de Macron ter primeiro recusado a demissão do ministro do Interior, o ministro manteve a sua demissão para se consagrar às municipais de Lyon. Um novo golpe duro para o executivo. Eliseu atingido no coração e o governo apanhado de surpresa, com a demissão de Collomb, nota, LIBÉRATION.Mudando de tema, mas ainda em França, L’HUMANITÉ, titula, pensões de reforma, a grande aldrabice. 9 sindicatos e associações manifestam hoje contra os golpes baixos do governo.Os pensionistas sentem-se vítimas das escolhas fiscais de Macron, porque vão perder em média anual até 2020,  cerca de 700 euros. Em 2018, um pensionista com uma reforma de 1760 euros por mês, perde 360 euros. Os pensionistas que ajudam os seus filhos não poderão continuar a ajudá-los, sublinha, L’HUMANITÉ.Em relação à actualidade internacional, LA CROIX, faz o seu título, com a verdade sobre passadores. Um relatório da polícia nacional descreve redes de passadores como organizações criminosas de carácter mafioso, que suscitam mesmo candidaturas à imigração.Criminosos africanos mandam trazer raparigas de Áfricas para serem prostitutas em hotéis. Os financiadores chineses são especialistas de compensação bancária pondo a circular dinheiro do tráfico de drogas e da prostituição em salões de massagem, entre Ásia e Europa e vice-versa.Passadores curdo-iraquianos trabalham com camionistas polacos, para transportar vietnamitas para Inglaterra.  Sem falar na fabricação de documentos falsos entre França, Grécia e Turquia, onde há uma crescente competência técnica na matéria, sublinha, LA CROIX.Por seu lado, LE FIGARO, destaca Reino Unido e o congresso do Partido conservador, em Birmingham, transformado num concurso de beleza, com os concorrentes Boris, Jeremy, Sajid, Jacob e outros, na corrida para a sucessão de Theresa May.Boris Johnson, apelou os 1500 militantes conservadores a apoiarem Theresa May da melhor forma possível. Quer dizer, forçá-la a abandonar as suas propostas financeiras desacreditadas a favor do Brexit, na figura de uma parceria aduaneira  com a União europeia, sublinha, LE FIGARO.Brexit: Europa prepara-se para um eventual divórcio sem acordo, escreve, por seu lado, LE MONDE. Habitualmente, em Bruxelas, não se fala abertamente de Planos B, porque confirmá-lo é matar o Plano A.A Comissão europeia, fez, pois, desta vez, uma excepção histórica com o Brexit, deixando ainda em aberto a assinatura de um acordo com o governo de Theresa May. Bruxelas preveniu no entanto que não será possível estabelecer Planos de continuidade para tudo, acrescenta, LE MONDE.Enfim, os generais, Didier Castres e Mamadou Sow, num artigo de opinião do jornal LE FIGARO, afirmam que a segurança da África e a da Europa estão indelevelmente ligadas.Nós, europeus e africanos, partilhamos uma mesma análise sobre as crises que nos ameaçam; elas são globalizadas, prosperam alimentando efeitos e vectores da globalização e estão imbricadas em tráficos de cigarros e de seres humanos, ideologias, terrorismo, reivindicações políticas e revoltas, nota, LE FIGARO.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.